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A FILHA DO MAESTRO

Trivia & Clipping Blog by Thalma de Freitas web.mac.com/thalma www.myspace.com/thalmadefreitas Contato Profissional: www.rinoprod.com.br rino@rinoprod.com.br tel: 55 21 2529-8880

Sexta-feira, Junho 26, 2009




http://guyzoducamer.afrikblog.com/archives/2009/04/25/13506233.html

.: posted by THALMA DE FREITAS 9:18 PM


Terça-feira, Junho 16, 2009

.: posted by THALMA DE FREITAS 4:38 PM


http://revistatrip.uol.com.br/revista/178/reportagens/ninguem-e-de-ninguem-a-nova-realidade.html

Ninguém é de ninguém: a nova realidade


Texto por Ronaldo Bressane Fotos Rui Mendes


Na seleção dos Nove Novos da Trip em 2009, no sentido horário: Junio Barreto (de terno), Hélio Flanders, Thalma de Freitas, Rômulo Fróes, Ganjaman, Tatá Aeroplano, Catatau, Kassin e Céu
Inspirada em uma capa da clássica revista em 1966, Trip aposta em nove novos artistas essenciais da música brasileira e constata que a cena atual é quase uma orgia: todo mundo toca com todo mundo e o prazer é geral

Esqueça as paradas de sucesso, os prêmios que louvam os medalhões de sempre, os ganhadores de Disco de Ouro e aquele papinho “ah, mas a cena de hoje não tem mais um Chico, um Caetano.”. Conversa. O riquíssimo panorama musical contemporâneo não tem nada a ver com o que rolou nos anos 60. São outros públicos e propostas, outro jeito de a música chegar ao ouvinte, os grupos não são hermeticamente fechados e se abrem para novas combinações – e não há um inimigo comum, fardado e censor, a combater.

Mas existe um adversário invisível: a multiplicação e a dispersão de sons e imagens. Qualquer músico pode criar uma página na rede, encontrar um buraco para tocar, bancar um CD bacana por R$ 3 mil. Talvez por isso a Trip tenha tido tanto trabalho para apostar nos nove carros-chefe da nova geleia geral brasileira – inspirada em uma clássica reportagem da revista Realidade, que em 1966 cravou o mesmo número de jovens talentos musicais em sua capa. Chico Buarque tinha apenas 23 anos e era conhecido pelo hit “A banda”; Caetano Veloso e Gilberto Gil, ambos com 24, ainda não haviam dado a cara nos festivais da canção.

Se a Realidade acertou quase tudo, Trip, através de um colegiado e de muitas horas de discussão, arrisca estes Nove Novos com firmeza. Afinal, embora distantes do público de massa, eles são figurinhas carimbadas para quem acompanha movimentações de palco e MySpace. Todos são compositores; alguns ainda burilam o segundo álbum, outros são mais rodados – e, dos nove, só Thalma de Freitas tocou com todos.



“Nenhum homem é uma ilha, todo de si mesmo; cada homem é um pedaço do continente, uma parte da terra principal”, escreveu em 1624 o poeta inglês John Donne. O verso ilumina nossa busca pelos homens arquipélago dos anos 00, no lugar dos músicos estelares dos anos 60. Hoje, quem se isolar dos aspectos menos artísticos de seu trabalho some. Não funciona ficar no canto criando, à sombra de uma gravadora ou de um produtor. O artista precisa se mover para todos os lados, às vezes se ocupando de tarefas nada musicais – pensar a arte do CD ou do site, cuidar da produção de um show ou da agenda de um evento.
Agora que ficou combinado que o CD é suporte para o trabalho ao vivo, antes meio que fim, ficou mais liberado todo mundo tocar com todo mundo. Seja solidário ou morra: a cena musical deriva concretamente da dinâmica das redes, que se tornaram o novo paradigma da comunicação (online e interativa, da internet e dos videogames), substituindo o de difusão (próximo dos festivais de TV e dos programas de rádio). Faz sentido a aproximação de artistas e bandas de gêneros musicais distantes. Isso não tem nada a ver com movimento: a liga é mais forma que conteúdo, mais modo de trabalho que programa artístico.
O esquema “banda trabalha seu disco com a gravadora e sai em turnê” não funciona mais. Embora os álbuns sejam fundamentais à coerência de cada projeto, grupo ou artista solo, há tanta coisa rolando entre cada lançamento que se poderia dizer: o mais bacana é a obra em progresso. Entre álbum e outro surgem parcerias inusitadas, projetos paralelos que ganham força e roubam os holofotes. Assim como não existem gêneros definidos, não há polos centrais que aglutinam coadjuvantes ao seu redor. Como em um filme do Quentin Tarantino ou em um livro do Roberto Bolaño, um personagem secundário em uma cena pode ser o principal narrador na seguinte e vice-versa.

O panorama musical dos anos 00 é fragmentário, interdependente, contextual. Daniel Ganjaman, do Instituto, reflete: “Não existe entre nós essa ideia de movimento; são diversas movimentações acontecendo ao mesmo tempo, para todos os lados, entre as mesmas pessoas e outras novas”. Rômulo Fróes teoriza: “Agora é que está finalmente acontecendo a tropicália. A ideia de que todos iam criar tudo, apresentada pelos tropicalistas, só se realiza plenamente na nossa era”. Seja bem-vindo.
/Troca-troca/

Conheça a rede de colaborações dos nove artistas selecionados pela Trip com outros 66 músicos

CATATAU
Céu: ele toca na faixa “Espaçonave” do disco novo dela / Cidadão Instigado: líder da banda / Ganjaman: tocou no disco Método tufo de experiência (2005), do Cidadão Instigado / Instituto: foi membro do coletivo e participa de seus shows / Instituto Racional: músico do projeto / Kassin: participa da faixa “Recomeçar”, do disco novo de Catatau / Otto: Catatau tocou por oito anos na banda dele / Rodrigo Amarante: dividiram o palco em show do Cidadão Instigado / Rômulo Fróes: Catatau participou do show Tudo de novo, organizado por Rômulo / Tatá Aeroplano: Catatau fez os arranjos e Tatá as letras de um projeto especial / Thalma de Freitas: tocou em show solo dela

CÉU
Apollo 9: ela cantou três músicas no disco Res inexplicata volans / Curumin: baterista da cantora em turnê pelos EUA / Instituto Racional: participou de show do coletivo criado por Ganjaman / Junio Barreto: compôs “Doce Guia”, que ela canta no disco do 3NaMassa / Kassin: trabalharam juntos no tributo Samba Soul: Red hot organization / Sonantes: participa do projeto formado por Gui Amabis, Rica Amabis, Dengue e Pupillo / Thalma de Freitas: gravaram juntas “Bubuia”, no novo disco de Céu / 3NaMassa: ela canta uma música no disco e participa dos shows do coletivo

GANJAMAN
BNegão: fizeram música para o disco Enxugando gelo, de BNegão, que é membro do Instituto Racional / Curumin: parceria no disco Japan pop show, de Curumin / Forgotten Boys: Ganja produziu três discos da banda / Hélio Flanders: fizeram shows juntos / Instituto: integrante do núcleo formado com Tejo Damasceno e Rica Amabis / Instituto Racional: criou o projeto de shows com convidados cantando Tim Maia / Kassin: os dois desenvolvem projeto com Maurício Takara / Marcelo Camelo: Ganja fez a engenharia de som do DVD ao vivo de Camelo / Maurício Takara: parcerias no disco Coleção nacional, do Instituto / Nação Zumbi: Ganja produziu metade do disco Nação Zumbi e tem parcerias com a banda em trilhas sonoras / Otto: dirigiu shows do cantor e participou das gravações de vários discos / Planet Hemp: foi tecladista e guitarrista da banda / Racionais: gravou e mixou o disco Nada como um dia após o outro dia / Sabotage: produziu disco do rapper e trabalha na produção de um CD póstumo / Thalma de Freitas: tocou no EP da cantora, que integra o Instituto Racional

HÉLIO FLANDERS
Mallu Magalhães: formaram o Overcoming Trio com Zé Mazzei / Tatá Aeroplano: fizeram shows juntos no projeto Jagunços Virtuais / Thalma de Freitas: ele compôs “Mar” para ela, ela compôs “Sol e mar” para ele / Thiago Petit: Hélio cantou em show de Thiago

JUNIO BARRETO
Gal Costa: gravou a música “Santana”, composta por Junio / Lanny Gordin: regravaram “Onde eu moro passa um rio”, de Caetano Veloso / Nação Zumbi: participou da turnê Fome de tudo e compôs a música “Toda surdez será castigada” para a banda / Otto: Junio tocou em shows do cantor / Thalma de Freitas: ele tocou no show do projeto solo dela / 3NaMassa: compôs “Doce guia” e “Morada boa” para o projeto / Vanessa da Mata: ela canta a música “Oiê” no show dele

KASSIN
Adriana Calcanhoto: compuseram juntos “Quando Nara ri” e “Semióticos!” / Jorge Mautner: produziu o disco dele com o Caetano / Los Hermanos: produziu e tocou baixo em dois discos da banda / Mariana Aydar: produziu o último disco da cantora / Orquestra Imperial: integrante do conjunto / Rodrigo Amarante: participa do disco do Kassin +2 / Thalma de Freitas: ele participou do EP dela, ela participou do disco dele / Vanessa da Mata: compôs com ela a música “Pirraça”

RÔMULO FRÓES
Andreia Dias: gravou “Uva de caminhão” em disco dele/ Curumin: tocou em dois discos e vários shows de Rômulo / Guizado: participou do show Tudo de Novo, organizado por Rômulo / Lanny Gordin: participou de dois discos e vários shows de Rômulo / Mariana Aydar: Rômulo compôs “Nada é disso pra você querer” para Mariana, ela cantou “De Adão pra Eva” em CD dele / Nina Becker: ele compôs a música “FlorLanny Gordin: vermelha” para o novo disco de Nina, ela cantou as faixas “Astronauta” e “Ninguém liga” no CD dele / Tatá Aeroplano: no novo disco de Rômulo, Tatá gravou “Para fazer sucesso” / Thalma de Freitas: ele compôs a música “Uma outra qualquer por aí” para Thalma

TATÁ AEROPLANO
Apollo 9: Tatá fez as letras para projeto produzido por Apollo / Cérebro Eletrônico: banda de Tatá / Dudu Tsuda: tecladista do Cérebro Eletrônico e do Jumbo Elektro / Hélio Flanders: shows juntos no projeto Jagunços Virtuais / Jumbo Elektro: banda de Tatá / Júpiter Maçã: atuou no filme Apartment Yet, de Júpiter / Thiago Petit: produziu duas faixas para o disco de Petit / Tiê: cantou a música “Chá verde” no CD dela

THALMA DE FREITAS
Apollo 9: cantou em shows do produtor / Domênico: ela gravou a música“Sincerely hot” para o álbum Domênico +2 / Dudu Tsuda: ele tocou no Casio Nights, projeto solo dela / Laércio de Freitas: o pai de Thalma toca no EP da filha / Orquestra Imperial: integrante do conjunto / 3naMassa: cantou “Eladeirada” no disco coletivo




MULTITAREFA
Apesar dos 32 anos, o produtor, multi-instrumentista e compositor Daniel Ganjaman, irmão de Fê Sanchez (CPM22) e Maurício Takara (Hurtmold), é macaco velho nessa turma: começou aos 15. “Acredito que uns cem álbuns tenham passado pelo nosso estúdio, o El Rocha”, conta o tecladista e guitarrista do coletivo Instituto – praticamente um resumo desta matéria, tanta gente que aglutina. O paulistano produziu Racionais, MV Bill, Nação Zumbi e, além de preparar o novo do coletivo e finalizar um inédito de Sabotage, já pensa em projeto solo. “Já fui mais workaholic, mas agora tô dando uma parada, senão o bicho pega.”

VERDE
“Hoje os grandes artistas não estão nos grandes estádios”, afirma o baixinho Hélio Flanders, o mais jovem dos Nove: tem 24 anos. Paranaense de Londrina, Helinho surgiu em Cuiabá à frente do Vanguart, banda agora residente em São Paulo. Estourou nacionalmente com “Semáforo” e é um dos links mais precisos entre folk rock, pop indie e música brasileira – parceiro da chanteuse Cida Moreyra e de Mallu Magalhães no Overcoming Trio, o mini-Dylan tem tocado nos shows uma versão poderosa de “O mar”, de Dorival Caymmi.

SAMBISMO
“Pragmático e nada programático”, assim o paulistano Rômulo Fróes define o panorama. Aparentemente um sujeito cerebral (é assistente do artista plástico Nuno Ramos, seu letrista), em seus três álbuns Rômulo cantou sambas de uma melancolia negra, prima do melhor Nelson Cavaquinho. Muito inteirado na cena (“o artista tem que conhecer desde a melhor corda de cavaquinho até os meandros da lei Rouanet”), avisa: “A gente precisa sempre inventar uma coisa, disco, show, projeto. Senão, some”. Apesar disso, acredita que “a cena se sedimentou”.


MUSA
Ela surgiu há quatro anos fazendo a festa dos jornalistas apaixonados por trocadilhos e belas cantoras. Um Grammy e uma filha depois do elogiado disco de estreia, Céu burila o segundo álbum, que tem entre as participações ilustres as últimas viradas do baterista Gigante Brasil (Itamar, Caetano, Gil). Acha que a cena remete aos encontros do começo dos anos 60, antes que fosse moldada a atual MPB: “A galera é muito quebra-galho um do outro”, diz Céu, que incluiria o baterista Pupillo entre os Nove Novos – e quer um dia compor com Zeca Pagodinho.

ZÉ-DOIDIM
Fernando Catatau diz que juntaria Marcelo Jeneci, Curumin, Edgard Scandurra e Chico Salém nesta foto dos Nove. Embora celebrado pelo seu heroísmo guitarrístico, o cearense de Fortaleza é um agregador: toca no Instituto Racional, acompanhou Otto, sonha um projeto com Siba e a Fuloresta do Samba, acabou de produzir o álbum de Arnaldo Antunes e finaliza a aguardada terceira obra do Cidadão Instigado, com as novas aventuras de seu personagem Zé-Doidim.

DIVA
Única figura dos Nove Novos a tocar com todos os outros oito, a cantora, modelo e atriz carioca Thalma de Freitas se define: “Sempre quis ser parte de uma banda, não gosto de ser solo”. Ao lado de Nina Becker, a filha do maestro Laércio de Freitas integra a Orquestra Imperial; ao lado de BNegão, puxa os refrões do projeto Instituto Racional, que toca clássicos de Tim Maia; e apruma as canções de seu projeto Casio Knights, em que improvisa sobre beats de brinquedo.


MANEIRO
Egresso do lendário Acabou La Tequila, onde foi parceiro de Nervoso, o carioca Kassin une na boa as pontas entre underground e mainstream. Vai do low-fi de seu solo Artificial à produça responsa de Caetano e Jorge Mautner, é um dos síndicos da carnavalesca Orquestra Imperial e lapidou discos de Los Hermanos e Mariana Aydar. Mesmo assim, ele não posa – abriu um sorriso infantil quando soube, pelo repórter, que Erasmo havia elogiado sua guitarra: “Sério? Puxa, que maneiro!”.

VOADOR
No dia em que Tatá Aeroplano posou como cover de Magro do MPB-4 (embora todos dissessem que está a cara do Ronnie Von), ele subiria ao palco para dois shows seguidos. Com o Cérebro Eletrônico, banda elogiada pela crítica com o álbum Pareço moderno, e com o Jumbo Elektro – em menos de duas horas, passou do tropicalismo elegante da primeira para o embromation escrachado da segunda banda. O cantor e compositor toca em mais uns três grupos, participou do álbum de Rômulo Fróes e, para levar a vida, é também DJ e curador de mostras de cinema. Sobre a lista da Trip, ele diz: “Acho que nessa prova dos 9 está faltando o Júpiter Maçã”.

DEVAGAR
De sosseguinho, o afropsicossambista Junio Barreto vai cavando seu latifúndio na MPB. Da turma o mais tiozão – calibre 45 –, Juninho assistiu à chegada do manguebit do camarote natal em Caruaru (PE). Seu elaborado e preguiçoso método de compor só fez circular a obra nos anos 00: até então era quase anônimo, embora canções como “Qual é, mago?” fossem tão conhecidas que se acreditava serem de tradição popular. Enquanto promete para o fim de 2009 o esperado segundo álbum, Junio vai sendo gravado por Gal Costa, Vanessa da Matta, Céu, Mariana Aydar, entre muitos outros.

Coord. Geral Adriana Verani Produção de Moda Anabelle Custodio Agradecimentos Brechó Minha Avó Tinha (11) 3865-1759


.: posted by THALMA DE FREITAS 4:26 PM


Domingo, Maio 17, 2009

Nova Voz na Música Brasileira



ARTIGO PUBLICADO ORIGINALMENTE NA REVISTA NOVOS ESTUDOS 79 DO CENTRO BRASILEIRO DE ANÁLISE E PLANEJAMENTO (CEBRAP) EM NOVEMBRO DE 2007.
ROMULO FRÓES, cantor e compositor, tem dois discos já lançados: Calado (2004) e Cão (2006).

POR ROMULO FRÓES

Vivemos um momento de transição no modo como consumimos música. O seu formato físico parece estar com os dias contados e seu futuro se desenha, não mais nas redes de Rádio e Televisão, mas na rede mundial de computadores, em uma relação inédita entre criador e consumidor, onde é permitido a qualquer um, produzir, divulgar e compartilhar suas criações, com quem quer que seja, em qualquer lugar do mundo. O volume do que se é produzido hoje é incalculável e talvez dessa maneira possam surgir novas discussões dentro da canção popular. Contrariando a conquista dos tropicalistas, nos últimos anos as grandes gravadoras segmentaram o mercado e privilegiaram, a cada instante, um único estilo, balizados pelas vendas de seus discos. Assim, tiveram sua chance, cada qual na sua vez, o Sertanejo, o Axé e o Pagode. Porém, nesse novo sistema de compartilhamento da música, a segmentação não acabou, ao contrário, expandiu-se ao infinito. Como acontece com a pornografia, em que cada tara de cada habitante deste planeta aparece contemplada na Internet, o mesmo acontece com a música, criando um sem número de nominações - se um pesquisador tivesse a infeliz idéia de fazer uma nova enciclopédia de estilos musicais, atualizaria o mito de Sísifo. Se essa demanda de proporções estratosféricas parece dar impulso à formação de novos olhares sobre a música, a tarefa de identificá-los ganha a mesma proporção.

Por achar que as cantoras continuam a desempenhar seu papel fundamental na discussão e difusão de novos caminhos na canção popular, escolhi cinco novas vozes para tentar encontrar indícios de alguma renovação na nova música popular brasileira.

São elas: Teresa Cristina, Roberta Sá, Céu, Mariana Aydar e Thalma de Freitas.

A cantora Maria Rita declarou recentemente em uma entrevista coletiva, por conta do lançamento de seu novo disco inteiramente dedicado ao Samba, intitulado Samba Meu, que achou melhor não convidar Paulinho da Viola. Para ela, alguém de fora do samba gravar com alguém de dentro, poderia soar como mera busca por autenticidade. Preferiu gravar Arlindo Cruz, ex-integrante do grupo Fundo de Quintal, autor de seis das quatorze faixas do disco. Disse, ainda, ter músicas para pelo menos mais um disco, mas que preferiu não fazer um álbum duplo por achar uma coisa meio arrogante.

No pólo oposto de Maria Rita, Teresa Cristina iniciou sua discografia em 2002, com dois discos inteiramente dedicados à obra de Paulinho da Viola, Teresa Cristina e Grupo Semente, a Música de Paulinho da Viola_2002. A primeira faixa do disco nº 1 é Meu Mundo é Hoje, clássico de Wilson Batista, imortalizada na voz do próprio Paulinho. Meu Mundo é Hoje, é grafada no disco com o sub-título Eu Sou Assim, apelido com o qual é mais conhecida, tirado dos primeiros versos da canção, eu sou assim, quem quiser gostar de mim, eu sou assim, de Wilson Batista.

Teresa Cristina é do Samba, de dentro dele. Seu samba é essencialmente o de cadência lenta, de pouca ginga, de poesia elevada, de compositores como Cartola, Nelson Cavaquinho, Ismael Silva, Batatinha, Zé Keti e o próprio Paulinho. Tímida, de gestos pequenos, tem a voz limpa, seca, mais próxima da Bossa Nova que do canto estridente das pastoras. Enuncia cada verso com dicção perfeita, como que recitando, chamando a atenção ao que diz cada canção. Teresa nunca exalta seu canto, quando muito aumenta seu volume, nos raros Partidos Alto do disco, mantendo sua interpretação contida, quase fria. Frieza, que antes de causar desinteresse, nos aproxima do seu canto. Paulinho da Viola, normalmente identificado por seu canto discreto, interpretando ao lado de Teresa Cristina a sua Depois de Tanto amor, parece se aproximar do Bel Canto. Nesta sua estréia e também em seus discos posteriores a cantora é acompanhada pelo grupo Semente. Os arranjos do grupo seguem a sua premissa. Delicados, sem virtuosismos, favorecem e abrilhantam seu canto. O grupo registra, ainda, um lado pouco exercido por Paulinho da Viola, o de compositor de Choros, presente nestes discos em sua homenagem com Inesquecível e Choro Negro.

O Samba, gênero dado como moribundo desde seu nascimento, elege de quando em quando, seu “salvador”. No final dos anos de 1960, foi a vez de Paulinho da Viola. Desde muito jovem alçado à condição de mestre, a severa tradição do Samba o aprisionava, dificultando sua participação na renovação que acontecia na música brasileira, comandada por seus contemporâneos. Ele desejava, ainda que se restringisse apenas ao universo do Samba, contribuir para essa renovação. E ele o fez. Modesto, sem deixar pra trás seu modelo original, Paulinho renovou o gênero, quer seja na lírica, renovando sua poesia, quer seja na forma, incorporando, em seus arranjos, harmonias, instrumentos e texturas sonoras estranhas ao Samba. Como na sua linda versão de O Meu Pecado (Zé Keti/Nelson Cavaquinho), presente no disco Foi um Rio Que Passou em Minha Vida_1970 , em que a percussão acústica é retrabalhada em estúdio, adquirindo um timbre eletrônico.

Teresa e seus companheiros são os eleitos da vez e a mesma aflição que atingiu Paulinho, que o fez e o faz ainda ter que se defender da sua dita “condição de passadista”, começa a atingir Teresa Cristina. A cantora, ao lado do grupo Semente, se tornou símbolo da recuperação da Lapa, levando o Samba de volta a um dos seus mais importantes redutos, recuperando o outrora degradado bairro carioca. Teresa porém, parece assimilar mais essa lição do seu ídolo e após se lançar como compositora em A Vida Me Fez Assim_2004, silenciosamente, ao modo de Paulinho, se desvencilha um pouco, de sua imagem de guardiã do samba e nos apresenta como prova disto, sua gravação de Gema (Caetano Veloso), presente no seu disco mais recente, Delicada_2007. Não deixa de ser curioso que Teresa Cristina identifique no compositor baiano, ainda hoje, quarenta anos após a estréia deste, seu passaporte à contemporaneidade.

Roberta Sá também canta Samba mas não sofre das mesmas cobranças de Teresa Cristina. Não vem do berço do Samba, não recebe deste a pressão por continuidade. Apesar de nascida em Natal, no Rio Grande do Norte, Roberta Sá é carioca, sua música é carioca. Esta influência é clara em Sambas e Bossas_2004, um disco promocional e que não chegou ao mercado fonográfico, mas já mostrava o universo em que transita a cantora. O disco traz versões de Roberta para clássicos do Samba e da Bossa Nova. Destaques deste disco são suas versões para A Flor e o Espinho (Nelson Cavaquinho/Guilherme de Brito) e Falsa Baiana (Geraldo Pereira). Esta, com arranjo esperto, em que a bateria remete à versão instrumental de Baixa do Sapateiro (Ary Barroso) gravada por João Gilberto em seu João Gilberto_1973, disco que, aliás, traz a versão definitiva para o samba de Geraldo Pereira.

Braseiro_2005 marca a estréia de Roberta Sá. Muito bem recebido, o disco acerta novamente no repertório. Nele, Roberta visita mais uma vez a obra de João Gilberto e regrava Eu Sambo Mesmo (Janet de Almeida). Se por um lado, mostra de onde vem o samba que canta, mostra também ousadia por lidar com o repertório do cantor. Sua voz delicada, precisa, passeia com segurança pelas canções, por vezes sustentando, por vezes alterando seu ritmo, assimilando lições aprendidas com a Bossa Nova. É desse disco também sua versão de Pelas Tabelas, samba de Chico Buarque, outra grande influência na música de Roberta. Os arranjos deste disco parecem tirados de um disco dele. São claros, modestos até, sem muito espaço para a invenção. Em um disco que privilegia grandes autores, Roberta Sá deixa espaços para jovens compositores. Casa Pré- Fabricada, canção de Marcelo Camelo, integrante da banda Los Hermanos, é cantada com delicadeza por Roberta. Outro compositor cantado por ela nesse disco é Pedro Luís. Com destaque na nova música brasileira, ele assina a canção que dá título ao disco, além de participar no disco com seu grupo A Parede. Roberta canta ainda um samba de Teresa Cristina, Lavoura, com a participação de Ney Matogrosso. É interessante notar a diferença de sua interpretação, em relação à da própria Teresa. Ralentada, a sua versão aumenta a carga de melancolia que a canção traz.

Se não sofre das pressões vindas do mundo do Samba, Roberta parece ter lá as suas próprias. Que Belo Estranho Dia Pra Se Ter Alegria_2007 parece apontar para isto. Sem abrir mão do Samba, amplia seu repertório, trazendo um leve acento Pop, muito em razão de privilegiar novos compositores. Pedro Luís aprofunda sua parceria com Roberta e assina quatro faixas do disco. Uma delas, Janeiros, em parceria com a própria cantora, marcando sua estréia como compositora. O compositor ajudou também, nas palavras da cantora, sua busca por coisas divertidas e contemporâneas. Estas “coisas” já são notadas na primeira faixa do disco. Em O Pedido (Junio Barreto/Jam Silva), violões, palmas e percussão de acento flamenco se juntam a uma guitarra quase Rock. Outros jovens compositores no disco são Rodrigo Maranhão, Moreno Veloso (que junto de Quito Ribeiro vem formando uma dupla presente nos discos de muitas cantoras, como Jussara Silveira e Gal Costa) e Edu Krieger, que assina Novo Amor, canção de gosto clássico que Roberta canta acompanhada somente pelo grande bandolim de Hamilton de Holanda. Roberta Sá segue seu passo certo, contido, um tanto conservador, buscando se abrir para a nova música brasileira.

Céu quer o novo. E se armou para isso no seu disco de estréia. Céu_2005 traz nos créditos nomes de músicos e artistas que vêm lidando com novas informações dentro da música brasileira, incorporando novos sotaques a ela, apreendidos de estilos musicais como o Hip Hop, o Afrobeat (estilo criado a partir da fusão do Jazz com música africana) e o Dub (uma derivação do Reggae). Fazem parte desta cena artistas como a Nação Zumbi, Instituto, Beto Villares, Curumin, Z’Africa Brazil e Lucas Santana, entre outros.

É com essa turma, ou parte dela, mas certamente sob sua influência, que Céu fez seu disco. O que primeiro chama a atenção é o som desenvolvido nele (e não há nisto nenhum demérito, ao contrário, já que Céu produziu o disco ao lado de Beto Villares). Esta sonoridade percorre o disco em faixas como Véu da Noite (Beto Villares/Céu), canção de letra reduzida, com quase sete minutos de duração, em que Céu quase não canta, trazendo para o primeiro plano o belo arranjo de metais, mostrando maturidade ao entender que um disco de uma cantora pode e deve ser mais do que somente sua voz. Em Rainha, de sua autoria, Céu deixa transparecer uma influência africana, seja na letra, mas ainda mais no arranjo ao estilo de Fela Kuti, músico nigeriano criador do Afrobeat. Sobre essa base, sobre esses sons, surge a cantora. É aí que o disco acontece. De timbre original, seu canto um tanto rouco, por vezes sussurrado, nos seduz de início e nos conduz na sua audição. Esse clima de sedução é ampliado pelos saborosos coros, feitos unicamente por Céu, esbanjando virtuosismo. Na sua versão para Concrete Jungle (Bob Marley) por exemplo, Céu demonstra enorme intimidade com a canção e sozinha emula o coro característico do Reggae. Neste ponto quero ressaltar o que pra mim talvez tenha impedido Céu de alcançar, já em sua estréia, uma voz ainda mais original. Me refiro aqui à compositora, que assina a quase totalidade das faixas do disco. Há um descolamento de sua interpretação e do som produzido no disco, das canções propriamente ditas. A intimidade que Céu demonstra com o universo das influências citadas até agora e o modo como se fazem presentes no disco, sempre pela chave da inovação, não encontram correspondente nas composições. Céu confere a estas um papel arcaizante. Na sua maioria, se apóiam em gêneros fundadores da música brasileira como a Ciranda, o Samba de roda, a Valsa Canção, entre outros. Nas suas letras, abusa de palavras e expressões tais como, malemolência, teu nome na boca do sapo, quebrante, banzo, ave cruz, que em nada se relacionam com o lado inventivo do disco, restando a este o papel de modernizador das canções, sem no entanto conseguir transformá-las completamente. É preciso porém, não confundir seu trabalho, com o que a alguns anos foi chamado Drum’n Bossa, sub-gênero musical inventado por artistas que pensavam em recriar os clássicos da Bossa Nova acrescentando a estes a batida do Drum’n Bass (um dos infinitos estilos dentro da música eletrônica), na ilusão de que este pudesse conferir algo novo à revolução criada por João Gilberto.

Com Céu, o buraco é mais embaixo. A meu ver, seu desafio - e isto vale para os artistas que estão juntos dela - é continuar no trem da história, nestes novos trilhos em que puseram a música brasileira, incorporando-os pelo lado de dentro e não apenas como moldura sonora, pra quem sabe assim, encontrar novos caminhos. Como ela mesma canta em um verso de sua autoria, comigo não tem gravata, e se acaso pego o trem errado, vou-me embora.

MPB (música popular brasileira). Esta sigla, bicho papão que guardaria em si toda a música feita no Brasil, se tornou nas últimas décadas, um estilo próprio, à parte do Samba e da Bossa Nova por exemplo, e ao menos aos olhos da nova geração, um rótulo não desejável. Para as jovens cantoras, por exemplo, não cabe mais o posto de diva, da intérprete total, que se transfigura no palco e semeia seu público com sua arte. A cena inicial do mais recente filme sobre Maria Bethânia, para essa geração o retrato acabado do cafona. Isso explica a postura indiferente, fria, blasé até, comum a muitos artistas de agora.

Mariana Aydar não teme a MPB.. A crise da indústria musical, que em maior ou menor grau interfere na carreira das cantoras a que este artigo se refere, não atingiu seu primeiro disco Kavita1_2006, que foi lançado por uma grande gravadora e fez com que seu nome ficasse rapidamente conhecido e seu trabalho saudado como uma das grandes novidades da música brasileira.

É ao vivo, mais do que no disco (uma característica comum às grandes cantoras da MPB), que ela se revela. Não há timidez em Mariana, o palco é dominado por ela. Dona de uma voz poderosa, ela canta para fora, de braços abertos. Seu canto sólido, desaba sobre sua platéia. É sua profissão de fé. Ela procura entender o significado de cada canção e se emociona com o que canta. Nada mais fora de moda. Frequentemente é comparada a Clara Nunes, fato também original. Clara Nunes, identificada com os sambas de terreiro e conhecida por sua espiritualidade (outro tabu nos dias de hoje que Mariana não teme enfrentar, Candomblé é o nome de uma das faixas de seu disco), não havia encontrado, até então, um par na música brasileira. No disco, mostra personalidade também ao cantar a canção gravada por Elis Regina, Menino das Laranjas (Théo de Barros), e assume o risco da comparação com a cantora-mito da música brasileira. Vento no Canavial (João Donato/Lysias Ênio), traz o balanço reconhecível do pianista. Traz também o clichê muito usado por velhos arranjadores da MPB, de simular na música o que se diz na letra, criando sons de ventos produzidos por teclados como que pra justificar o título da canção.

A música de Mariana Aydar é assim. Sua intuição é seu grande achado. E se às vezes, contando só com sua intuição, esbarra na pieguice, é por causa dela que atinge momentos de grande arte. Diferente de Céu, Mariana não parece ter um projeto de atualização da música brasileira. Tampouco se lança numa jornada saudosista em defesa de sua tradição. Mariana canta o que lhe parece bom, o que lhe dá prazer. O perigo para ela é ceder ao ressentimento da tradicional família da música brasileira, que já reivindica sua voz na luta em defesa das cores de nossa gloriosa pátria musical. Na proporção inversa em que falta a Céu encarar a música brasileira, Mariana terá de se livrar dela. A intuição que faz de Mariana uma grande artista deve continuar a movê-la, buscando assim novas maneiras de fazer sua música, além das que já conhece e domina.

( continua )

.: posted by THALMA DE FREITAS 1:07 PM


(continuação)

Thalma de Freitas é cantora de Samba, basta conferir os shows que vem fazendo acompanhada por Paulão 7 cordas e que promete virar disco. É crooner de orquestra de baile, sua performance à frente da Orquestra Imperial não deixa dúvidas. É boa compositora, a sua Não Foi em Vão é uma das canções mais bonitas dos últimos anos. Também é atriz de sólida carreira. Para acompanhá-la, é necessário atenção. Sua estréia como cantora foi no disco Thalma_1994. Muito fraco, claramente um disco de gravadora, mostra uma Thalma ainda muito imatura, inspirada pelas cantoras do Rhythm’n Blues americano. Talvez por isso tenha demorado dez anos para uma nova estréia. Ou quase. Thalma de Freitas_2004 é um EP, lançado pelo selo Cardume . As seis faixas do disco são acompanhadas pelo piano de seu pai, o maestro Laércio de Freitas, pela bateria de Wilson das Neves e pelo ex-baixista do Tamba Trio, Bebeto. O disco é marcado por uma sonoridade Samba-Jazz em um repertório que já traz o ecletismo que parece ser sua marca. Mostrando-se ligada à sua época, cantou Tranquilo (Kassin), que é uma das primeiras gravações do hoje festejado compositor e produtor. Mostra-se também conhecedora de nossa história cantando, com grande felicidade, o Choro Doce de Coco, clássico de Jacob do Bandolin, com letra de Hermínio Bello de Carvalho. Thalma mostra-se versátil, em Cordeiro de Nanã (Mateus/Dadindo) diminui o volume de sua voz, num canto sussurrado, acompanhada somente pelo delicado piano de Laércio.

Passados alguns anos, Thalma aparece envolvida em mais um projeto, o disco de estréia da Orquestra Imperial, Carnaval Só no Ano Que Vem_2007. O grupo, formado em 2002 por amigos músicos do Rio de Janeiro, pretendia fixar um ponto de encontro onde pudessem se divertir fazendo música e exercitar outros lados que não existiam no trabalho autoral de cada um. A Orquestra é composta por artistas da nova cena musical carioca como Kassin, Berna Ceppas, Rodrigo Amarante, Moreno Veloso, Domênico Lancelotti, Pedro Sá e por músicos experientes como Nelson Jacobina e Wilson das Neves. À sua frente (ao lado de Nina Becker, outra excelente cantora dessa geração), Thalma esbanja segurança nessa espécie de gafieira moderna que é a Orquestra. Ela defende com autoridade boleros, sambas-canção, tangos, valsas, marchas e toda sorte de estilos que normalmente compõem uma orquestra de baile, antiga escola pra muitas de nossas grandes cantoras.

Falta ainda a Thalma uma estréia por inteiro, em que mostre os contornos de sua música, ou a falta deles, o que a aproximaria ainda mais de uma cantoracom quem já guarda semelhanças, Elza Soares, que ao longo de toda sua carreira não facilitou sua classificação. Thalma tem longa jornada à frente e certamente a encherá de desvios e achados.

Duas características parecem unir o trabalho de cada uma das cantoras aqui analisadas. A primeira é o fato de todas serem compositoras, acontecimento raro na história da música popular brasileira. A presença do Samba é o outro ponto em comum. Embora ele adquira estaturas diferentes no trabalho de cada uma, as aproxima fortemente. E estas características as aproxima também de Marisa Monte, que ao meu ver exerce uma forte influência nesta geração, ainda que não declarada. A cantora, que iniciou sua carreira no final dos anos 1980, sempre ligada às gravadoras multinacionais manteve desde o início uma postura artística independente, fazendo o que quis e quando quis e ainda assim conquistando estrondoso sucesso popular. Um sonho para jovens artistas. Marisa faz história também como compositora, tendo criado um novo Pop brasileiro, um pouco mais cerebral, muito influenciado pelos Tropicalistas. Através de seu próprio selo, o Phonomotor, também lança discos produzidos por ela, como o Tudo Azul_2000 da Velha -Guarda da Portela. Sua ligação com o Samba, aliás, é antiga. Afora seu resgat, desde sempre cantou Samba e se transformou, ao lado de Teresa Cristina, na principal intérprete contemporânea de Paulinho da Viola. Sua gravação de Dança da Solidão no disco Verde Anil Amarelo Cor de Rosa e Carvão_1994, está aí como prova. Cantando seus sambas, deu a Paulinho um lugar que nenhuma cantora havia dado e acabou por se tornar parceira em um deles. Ainda que Marisa cante Samba desde o início e tenha mesmo feito os seus próprios, o gênero aparece como um capítulo à parte em seu trabalho, com grande relevância, é verdade, mas ainda separado do todo, chegando mesmo a ser reunido em um disco dedicado inteiramente a ele. Talvez a diferença dessa nova geração para com Marisa Monte seja justamente no modo como encaram o Samba. Para nossas novas cantoras, o Samba, em maior ou menor grau, funciona como um identificador da nossa música e tentam tomá-lo como norte na busca de uma nova música brasileira.

Caetano Veloso em texto para O Pasquim , se referindo ao disco de Gal Costa, Gal_1969, escreve que “não é fácil a pessoa chegar inteira ao final de um disco” e que ela devia ter brigado muito para fazê-lo. Se nossas jovens cantoras não se mostraram por inteiras, ao menos já demonstraram disposição para a briga.



Postado por: Bravo Online | 25/07/2008 - 13:43

.: posted by THALMA DE FREITAS 1:05 PM


Terça-feira, Maio 12, 2009

@http://umquetenha.blogspot.com/2009/05/ceu-cangote-ep-2009.html

Brazilian breakout, CéU returns with her new EP Cangote



Tuesday - May 05 / 2009

Cangote is available for purchase at Six Degrees Records or you can stream tracks from the EP on IMN’s Media Player

Brazilian singer-songwriter CéU, who instantly grabbed worldwide attention with her Grammy-nominated debut album (2007), returns with a fresh new EP entitled Cangote, out on May 5th on Six Degrees Records. The EP showcases four new tracks that are a pre-cursor to her highly anticipated follow up full-length album. CéU and her band will also be returning to the U.S. with 4 shows in Los Angeles, San Francisco, and Seattle.

In mid 2008, CéU teamed up with her old accomplice, producer Beto Villares to produce and record her new compositions. In the process, they also involved producer and engineer Gustavo Lenza (CéU’s touring engineer for the past 4 years) and soundtrack producer Gui Amabis, who has collaborated with CéU on the Sonantes project. The results can be heard on Cangote – a four song EP featuring two new songs; “Cangote” and “Bubuia” as well as two songs that have been an integral part of CéU’s live show; “Visgo de Jaca” and “Sonâmbulo.” The latter two are exclusive to this EP.

The song that gives the EP its name, “Cangote” is a delicate love song, which features the late legendary Brazilian drummer Gigante Brasil and Cuban keyboard player Pepe Cisneros. “Bubuia” is a song about floating on the surface of life, written by CéU in collaboration with two of this new generations’ most prominent Brazilian singers. Anelis Assumpção, daughter of one of the most important composers and performers to come out of the São Paulo music scene ever – Itamar Assumpção – and Thalma de Freitas, vocalist of the band Orquestra Imperial.

The EP also features the first studio versions of two songs that have been part of CéU’s live show. CéU and her live band composed “Sonâmbulo” on the road. In this song, CéU’s sings about a sleepwalker as a metaphor for people who forget their own personality in order to be accepted by others. CéU’s band performs on this recording, along with Beto Villares on guitar. “Visgo de Jaca” is a classic samba made famous by singer Martinho da Vila back in the 70’s. This song also features CéU’s live band that bring an urban feeling to the track.


@http://pindzim.blogspot.com/2009/05/ceu-lanca-ep-e-antecipa-segundo-disco.html

CéU lança EP e antecipa segundo disco de vibrações jamaicanas


by pindzim


Saiu lá fora e não demorou para chegar aqui. Já está na rede o EP Cangote, com quatro músicas que estarão no segundo disco de CéU,antecipando sua nova fase musical. A sonoridade é bem diferente daquela do disco de estreia.

Segundo a própria CéU, as principais diferenças são as seguintes: Nos arranjos, menos beats e intervenções eletrônicas, trata-se de um disco de banda, muito embora convidados diversos participem de cada uma das faixas; o jogo de coro-resposta dos vocais mudou e apresenta uma nova dinâmica - os coros continuam, menos como resposta e mais como segunda voz, criando ambiências; a conexão sonora mais explícita é com a música jamaicana, quando antes era com a música brasileira.

A produção é assinada por Beto Villares, responsável pelo disco de estreia, de 2005, mas não só. Gui Amabis e o núcleo baixo, guitarra e bateria da Nação Zumbi - Dengue, Lucio Maia e Pupillo são responsáveis pela produção de algumas faixas. A arte da capa será do vocalista Jorge du Peixe e Valentina Trajano.

"Já que não estamos aqui só a passeio / já que a vida, enfim, não é só recreio / pra Bubuia eu vou" são os primeiros versos de "Bubuia". Onde quer que seja a bubuia, todos queremos ir pra lá. A faixa é assinada por Anelis Assumpção e Thalma de Freitas que dividem os vocais com CéU.

"Cangote" estabelece ponte direta com o reggae com um arranjo dub sinuosamente vaporoso. O finado Gigante Brasil toca bateria na faixa, em uma de suas últimas gravações em estúdio.

"Sonâmbulo" foi composta com os integrantes da banda que a acompanha nos shows e pelo menos desde 2006 vinha sendo tocada nos shows. É um bom exemplo do que CéU diz quando afirma que haverá menos beats no novo disco. Em estúdio, tornou-se mais orgânica.

Também conhecida dos shows, "Visgo de Jaca" retoma a ponte com o Brasil reconfigurando o samba de Sérgio Cabral e Rildo Hora gravado originalmente por Martinho da Vila. Ao lado de "Bubuia" é um desafio às tentativas óbvias de classificação, enquanto "Cangote" e "Sonâmbulo" deixam explícitas a conexão jamaicana a qual ela e Beto Villares se referem ao falar do disco ainda a ser lançado.

Conexão esta reforçada por "Cordão da Insônia", um reggae que não está no EP, que conta com a participação de Curumin na bateria. Outras músicas que não fazem parte do EP mas devem estar no disco são "Vira-lata", composta especialmente para a voz de Luiz Melodia em participação especial, "Cumade", parceria com Beto Villares, além de uma parceria com Siba.

.: posted by THALMA DE FREITAS 8:40 PM


Segunda-feira, Abril 27, 2009





.: posted by THALMA DE FREITAS 3:03 PM


Sexta-feira, Abril 24, 2009

@http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3708404-EI6593,00.html

Thalma de Freitas: Beleza negra fortalece a moda


Thais Bilenky

Thalma de Freitas, cantora e atriz negra, acharia desconfortável ouvir que seu contrato com a Rede Globo se deve a uma política de cotas da emissora. Acredita que seria um "desmerecimento de seu talento" como fazem os estilistas que não incluem modelos negras em seus desfiles. Para Thalma, a beleza negra é um fator de afirmação da moda brasileira no cenário internacional.

A promotora do Ministério Público Federal Déborah Kelly Affonso propôs a criação de cotas para modelos negros na São Paulo Fashion Week. O criador do evento, Paulo Borges, julga que não lhe compete interferir no trabalho dos estilistas. Thalma de Freitas afirma que a iniciativa da promotora de levantar a polêmica já é por si só saudável. "Eu sempre acho importante discutir, chamar a atenção das pessoas", diz a atriz.
A estilista Glória Coelho declarou que muitos negros atuam nos bastidores dos desfiles e que, por isso, já têm seu trabalho valorizado - longe das passarelas. Thalma rebate: "Por que (negros) têm que estar na passarela? Porque é modelo, modelo de beleza, pra servir de referência. Por que a gente (negros) não pode servir de referência? Não entendi". Então explica a própria artista:

- Eu acho mesmo uma pena. Uma pena não ter todo tipo de mulher brasileira nos desfiles, porque de certa forma é uma identidade que a gente tem, a miscigenação. E não é por falta de modelos negras que elas não estão desfilando. A maioria (dos estilistas) copia a Europa, aí fica meio...

A cantora, a convite do estilista mineiro Victor Dzenk, está elaborando um desfile em homenagem à África e quer colocar apenas modelos negras para desfilar. Não encontrou dificuldade para compor o casting. O que falta é mudar o "hábito", "questionar com veemência" a supremacia branca nos desfiles de moda no Brasil, diz Thalma. Não faltam profissinais nem beleza para representar os negros, o que falta é oportunidade, conclui.

Terra Magazine - Sistema de cotas para negros em desfiles é uma boa iniciativa de inclusão?
Thalma de Freitas - Se funcionar, talvez. Eu sempre acho importante discutir, chamar a atenção das pessoas. Eu acho mesmo uma pena não ter todo tipo de mulher brasileira nos desfiles, porque de certa forma é uma identidade que a gente tem, a miscigenação. E tem modelos, não é por falta de modelos negras que elas não estão desfilando. Acho que é por falta de atitude, mesmo, um hábito. A maioria (dos estilistas) copia a Europa aí fica meio... Quando não se questiona com veemência, fica difícil mesmo as pessoas mudarem de atitude, até porque a maioria dos estilistas são brancos. Tem algum estilista negro?

O Marcelo Falcão tem uma grife...
...Teve uma época em que achava isso, que não tinha muitos modelos negros porque não tinha estilistas negros e as pessoas tendem a representar elas próprias e seu próprio mundo, sua própria realidade, mas eu acho que eu estava errada. Já não acho mais isso.

Você acha que o estilista, mesmo que seja branco, para representar o Brasil tem que incluir modelos negros?
Eu não acredito que brasileiro tenha uma raça definida. Do mesmo jeito que eu não acho que o (estilista Alexandre) Hercovitch seja um estilista branco, branco. No Brasil ninguém é branco. Aqui, a identidade do povo é muito miscigenada. As meninas de pele preta fazem falta (nos desfiles). Tanto faz falta que você está me ligando. Eu acho que a presença delas faz diferença para marcar a identidade da moda brasileira. Principalmente quando os estilistas mostram (seus trabalhos) fora do Brasil, se tivesse mais modelos negras, eu acredito que fortaleceria a identidade da moda brasileira. Não é um negócio arbitrário, é uma questão estética.

É o que você pretende compensar no desfile com o Victor Dzenk?
Eu, minha irmã e minha assistente, que é do Cabo Verde, a gente quer propor não ter nenhuma modelo loura. Por estética e porque faria parte da apresentação do desfile. A gente vai precisar de modelos mais curvilíneas, com peito, com bunda, porque a gente está falando da África, uma África imaginária. Mas a proposta, que não deixa de ser uma brincadeira, não é exatamente para levantar uma bandeira, mas se ele abraçar pode ficar interessante. Porque primeiro a gente vai ter que de repente lançar modelos negras no mercado.

Lançar?
Minha amiga, a Nêga (Mônica Assis), produtora de elenco no Rio de Janeiro, falei para ela procurar umas modelos. Ela falou: procurar não! Só te digo quem elas são. Elas estão todas aí, baby, precisando de trabalho. Eu ouço dizer que (a ausência) é porque não tem modelos negras. Mas se você não tem um mercado de trabalho para você se especializar, realmente fica complicado de ganhar experiência.

A estilista Glória Coelho questiona a presença de modelos negras nas passarelas, quando já há muitos negros nos bastidores dos desfiles. Mesmo que ela não creia que as tarefas se excluam, pode dificultar o ingresso de modelos negras no mercado?
Claro, é isso que dificulta. O que dificulta são as pessoas não acharem que a beleza negra é digna de representação. O mercado da moda é muito grande, importante, mexe com muito dinheiro. Como a gente está no Brasil, é óbvio que a maioria dos profissionais que fazem as roupas são negros porque nós somos uma quantidade muito considerável da população nacional. Não é sobre isso que a gente está falando. A gente está falando da representação da beleza negra como parte da beleza brasileira no mercado de moda nacional.

Sim.
Ninguém está aqui fazendo caridade, ninguém está pedindo favor. A questão das cotas... não é confortável. Eu - sou mulher negra - acho desconfortável quando alguém me diz que só tenho um contrato na rede Globo porque eles precisam manter a cota. É desmerecer meu talento, desmerecer minha pessoa. É uma questão política de você encontrar um mercado de trabalho justo e honesto e equilibrado. Porque o racismo, infelizmente, ainda faz parte da nossa cultura. Não é só no Brasil. O racismo no Brasil é grave porque a maioria dos brasileiros tem pele escura, então a ausência do negro é que o problema. Por que têm que estar na passarela? Porque é modelo, modelo de beleza, pra servir de referência. Por que a gente não pode servir de referência? Não entendi. Vide a Patrícia de Jesus. Patrícia de Jesus, minha amiga, é uma top, é negra, é linda. É uma coisa maravilhosa de ser, uma referência de beleza para mim e para todas as meninas negras no Brasil. Por que é que ela não pode estar na passarela? Vou reiterar: não é um favor! Ninguém está fazendo caridade. É um equilíbrio. É legitimidade da beleza brasileira.

Terra Magazine

.: posted by THALMA DE FREITAS 1:21 PM


Domingo, Abril 19, 2009

Photo Booth













.: posted by THALMA DE FREITAS 12:12 PM


.: posted by THALMA DE FREITAS 12:00 PM



@ http://vilamulher.terra.com.br/vilaglitter/materia/mundo-da-fama/341-thalma-de-freitas-no-elenco-de-%93caras-e-bocas%94.html

Entrevista


Por Sabrina Passos (MBPress)


Ela inspira estilo. E respira música. No meio disso, ainda encontra tempo para atuar. Thalma de Freitas já nasceu no meio das artes.É primogênita de Laércio de Freitas, que além de maestro, é arranjador, compositor e pianista. Aos 15, a moça já dava canja no restaurante onde o pai tocava e ganhava a vida trabalhando como modelo enquanto tentava terminar os estudos.

Aí, foi só chegar aos 18 anos e garantir a liberdade para sair sozinha e cantar com amigos em um bar, por pura diversão. Na mesma época já trabalhava com musicais e depois, encarou a carreira de atriz.

Aos 34 anos, já atuou em diversas novelas, como “Laços de Família”, “O Clone”, “Kubanacan”, “Começar de Novo”, “Bang Bang”, além de dois filmes, “O Xangô de Baker Street” e “As Filhas do Vento”. Nesse último, dividiu com Taís Araújo o Kikito de melhor atriz coadjuvante no Festival de Cinema de Gramado.

As principais influências dela são pai, lógico, os amigos do pai e os amigos que conquistou no meio. E a lista de agradecimentos não é nada curta. “A Orquestra Imperial me ensinou a ser crooner (cantor de baladas populares que normalmente acompanha uma orquestra), Hélio Flanders me ensinou a tocar um pouco de violão. O DJ Nuts me apresentou muita música brasileira, a Cibelle me mostrou como se jogar na música sem medo de ser feliz, o Daniel Ganjaman a ter juízo. O Alexandre Youssef me deu a chave do Studio SP, para experimentações musicais, o João Donato fez comigo um bolero adorável e, agora, (Alexandre) Kassin e Berna Ceppas vão me ajudar a transformar tudo isso em um fonograma”, conta.



Em entrevista ao Vila Glitter, Thalma conta como divide a carreira de atriz e cantora, fala sobre o novo trabalho na televisão e também como mantém a saúde do corpo e da mente: tudo com muita paz no coração.

Você se divide entre a carreira de cantora e atriz. Como é que administra as duas coisas?
Meu trabalho como atriz é centrado nas novelas da Globo, onde sou funcionária. Costumo ter doze meses de férias pra descansar a imagem e esse tempo é dedicado às minhas peripécias, inclusive musicais. Hoje em dia o Diogo Pires e o Raphael Sant Ana, da Rinoceronte, entraram em campo para me ajudar a ter uma carreira como cantora de verdade, pois até agora via a música como hobby.

Quais são seus projetos profissionais atuais? E os planos para o futuro?
Estou no elenco de “Caras e Bocas”, do Walcyr Carrasco, com direção do Jorge Fernando, que estreia dia 13 de abril. Minha personagem é a Magaly, que tem uma petshop com o marido veterinário Aluísio (Alexandre Moreno) e uma filha lindinha chamada Ada (Amanda Azevedo) que vai participar de um concurso de miss mirim. Enquanto gravo a novela estou produzindo meu álbum solo, com composições inéditas e autorais, sob direção de Berna (Ceppas) e (Alexandre) Kassin.

Como estão os trabalhos com a Orquestra Imperial? O que você mais gosta neste trabalho?
A Orquestra está muito bem, fizemos um show lindo na concha acústica, de Salvador, no mês passado! Eu amo cantar e dançar no palco com meus amigos.

Como faz para manter a saúde do corpo e da mente? E quais são seus caprichos relacionados à vaidade?
Sou preguiçosa, não pratico nenhum esporte nem tenho nenhum capricho desses - a não ser comprar muitos cremes de cabelo pra modelar e hidratar, e também maquiagem. Mas isso, considero trabalho. Gosto de ler e andar de bicicleta na orla, serve?!

E o que você gosta de fazer quando não está trabalhando?
Tenho uma vida internauta que já foi mais ativa, mas continuo atualizando meu blog/clipping com as matérias que mais gosto. Convido a todos para uma visita aos endereços www.afilhadomaestro.blogger.com.br e também no www.myspace.com/thalmadefreitas. Além disso, prezo muito minha solitude. Passo bastante tempo em casa fazendo nada. Viva o ócio criativo!

.: posted by THALMA DE FREITAS 11:58 AM


Domingo, Março 29, 2009

My Playlist on Youtube


.: posted by THALMA DE FREITAS 2:47 PM


Sexta-feira, Março 20, 2009

Orquestra Imperial encanta a Concha Acústica


06 de março de 2009 Carlos Eduardo



De puro êxtase foi a expressão nos olhos de Lorena, que, pela primeira vez ouvia uma seqüência de músicas da imprevisível Orquestra Imperial. E, como quase todos os presentes naquela noite, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), um show inteiro da banda.

O “hermano” Rodrigo Amarante, a polivalente Thalma de Freitas, o multi-instrumentista Moreno Velloso e outros nomes, consagrados ou não, do cenário musical brasileiro que fazem parte dessa big band carioca, que conta ainda com o auxílio luxuoso do mestre Wilson das Neves, e da pegada tropicalista de Nélson Jacobina, eterno parceiro de Jorge Mautner, mostraram, no palco, porque esse grande encontro vem funcionando tão bem há tanto tempo (sete anos), e porque razão a Concha estava lotada de fãs e curiosos.

A apresentação começou com “sem compromisso”, de Nelson Trigueiro e Geraldo Pereira. A Orquestra passeou com fluidez irrepreensível por clássicos do samba e da MPB. E, se há uma coisa da qual o grupo não prescinde, é a irreverência, facilmente notada, acatada e reverenciada pelo público.

Os convidados, marca registrada da OI, são intimados a comparecer ao palco ao som de uma clássica vinheta, utilizada durante muitos anos por Silvio Santos, em seu “Show de Calouros”, aquela com um característico “lá vem Fulano lá, lá rá lá rá...”.

Os convocados não fugiam às características da noite e deram um espetáculo à parte. Tanto a diva Virginia Rodrigues, quanto o roqueiro Márcio Mello entraram na dança e mantiveram o alto nível da festa durante o tempo em que estiveram no palco.

No final de sua apresentação, Márcio, provocado por Moreno Velloso com um sarcástico “agora quero ver você tocar um samba!”, arriscou os primeiros acordes do Samba da Benção, de Vinícius de Morais e Baden Powell. Provocação aceita e respondida, a OI acatou a idéia e seguiu o cantor até o final da música.

A ausência sentida foi de Nina Becker, cantora de voz forte, e dona de uma doçura e presença de palco marcantes, que, apesar de (en) cantar em duas canções, onde o público pôde notar que falta faria sua ausência, passou a maior parte das quase duas horas de espetáculo no backstage, ao que parece, vítima de um súbito mal-estar.

O encanto então ficou por conta do talento e da beleza de Thalma de Freitas, que esbanjou charme e abusou dos elogios ao declarar seu amor à Bahia. Um animadíssimo Moreno Velloso e a irreverência incontida de Amarante, que ao final, deu muito trabalho aos assistentes de palco, subindo no bumbo da bateria e causando uma divertida confusão, enquanto cantava “eu bebo sim, estou vivendo...”, deram cores, e tons, finais ao espetáculo, que contou ainda com um desabafo, em forma de canção, do músico Rubinho Jacobina, irmão do Nélson, cujo refrão dizia, com todas as letras, que, apesar de inúmeros adjetivos que lhe podiam ser atribuídos, “artista é o caralho!”.




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Carlos Eduardo

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.: posted by THALMA DE FREITAS 1:41 PM


Sexta-feira, Janeiro 16, 2009

aaaawwww......
Rat + Cat


=)

.: posted by THALMA DE FREITAS 12:01 PM


Quinta-feira, Janeiro 15, 2009


A ALEGRIA VOLTOU!!!



.: posted by THALMA DE FREITAS 1:10 PM