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A FILHA DO MAESTRO

twitter@thalmissima + afilhadomaestro@gmail.com + myspace.com/thalmadefreitas + Office: rino@rinoprod.com.br tel: 55 21 2529-8880

Domingo, Janeiro 17, 2010

Céu no Circo Voador, jan 16 2010


Photos Leo Neves












http://www.flickr.com/photos/leoneves/

.: posted by THALMA DE FREITAS 10:04 PM


Sexta-feira, Janeiro 01, 2010

@ http://www.tedxsaopaulo.com.br/thalma-de-freitas/

AMOR IMENSO


TEDxSP 2009 - Thalma de Freitas from TEDxSP on Vimeo.





FELIZ 2010
Amor Imenso,
T.

.: posted by THALMA DE FREITAS 4:17 PM


Quinta-feira, Dezembro 17, 2009

.: posted by THALMA DE FREITAS 11:51 PM


Sábado, Dezembro 12, 2009

JARDIM BELÉLÉU



JARDIM BEBELÉUé uma adaptação livre e autorizada, do pequeno conto - “Não Era Uma Vez“ – do escritor de vários livros consagrados – Cuti (pseudônimo de Luis Silva) – que nunca teve quaisquer de seus escritos adaptados ao cinema. A escolha desse conto entre as obras de Cuti foi pela atualidade de seu enredo. Ele o impregna, com mescla sincopadas de falas, sussurros, suores, tensões e situações inusitadas dos seus personagens, na atmosfera de uma cidade grande. Daí envolve-nos em identificações e sentimentos que muitos de nós vivemos ou ainda passaremos por tal. Até aqui normal, tudo bem... Mas, CUTI, através desse conto, nos induz a “vivenciar na pele“ os conflitos de seus personagens: o EU individual dos personagens, com que muitos de NÓS nos identificamos. E sem perceber, avançamos juntos, para a dilatação desse EU para um NÓS. Porque sutilmente, o enredo e esse roteiro nos colocam diante de vivências, palpitações, etc... E outros fragmentos reflexivos da vida e porque não dizer também diante da morte, “a morte hipotética do próprio assaltante“ – do operário ITAMAR, uma de suas vítimas de assalto, em um ônibus da periferia paulistana. Esse impacto instala-se revelador e instantâneo, não só para o assaltado, mas também para o assaltante, levando-nos à uma ou várias reflexões, que também serão compartilhadas, com todos os possíveis espectadores, sem nenhuma distinção. Assim, com certeza, a catarse será uma reflexão incessante e convite à um debate íntimo, sobre nossas possíveis atitudes e ações, que podemos tomar na vida (ou diante do filme), seja hoje ou no futuro.



Sobre o diretor ARI CÂNDIDO FERNANDES(Londrina, 1951) cursou cinema na Universidade de Brasília, tendo como professores Vladimir Carvalho, Geraldo dos Santos e Fernando Duarte. Em 1971, ameaçado pelo artigo 477 da Lei de Segurança Nacional, partiu para a Suécia. De Estocolmo foi para Paris, onde à partir de 1975, continuou sua formação em cinema na Nouvelle Sorbonne. Seu primeiro curta, MARTINHO DA VILA (Paris1977), capta a passagem do sambista carioca em Paris. Em1978, foi para a África documentar o conflito entre eritreus e etíopes, um dos últimos capítulos da história de independência dos países africanos. Realiza POR QUÊ ERITRÉIA? , filmado em plena guerrilha, testemunho da luta pela independência do país. Ari Cândido também atuou como fotógrafo para diversas agências de notícias européias. No Brasil realizou mais três filmes: O RITO DE ISMAEL IVO (2003), retrato biográfico do bailarino negro; O MOLEQUE (2005), ficção baseada num conto do escritor Lima Barreto; e PACAEMBU TERRAS ALAGADAS (2006), documentário sobre o bairro paulistano. Reconhecido ativista da comunidade negra, Ari Cândido coordenou o Projeto Zumbi e foi um dos idealizadores do Dogma Feijoada – movimento cinematográfico disposto a questionar os estereótipos e o modelo perverso de representação do negro veiculados pelo cinema e pela TV.



.: posted by THALMA DE FREITAS 1:27 PM


Quarta-feira, Outubro 21, 2009

Negresko Sis por rvkruger


http://www.flickr.com/photos/rvkruger/













.: posted by THALMA DE FREITAS 8:17 AM


Domingo, Outubro 18, 2009

Thalma de Freitas no futuro do pretérito (updated)



Em 2007, Thalma de Freitas se uniu a Paulão 7 Cordas em um duo de voz e violão. Fizeram algumas apresentações baseadas em um repertório de sambas antigos cujo tema em comum era a decepção amorosa. Mais do que um show, era um recital. O violão elegante de Paulão era a base perfeita para a cantora dar vazão a todo o seu potencial como intérprete, como falamos aqui à época. Entusiasmada com o resultado, Thalma chegou a dizer que gravaria um disco naquele formato.

A gravação, porém, acabou nunca se concretizando. Thalma foi advertida por Kassin, seu companheiro na Orquestra Imperial, de que trilhando aquele caminho cairia na vala comum das cantoras-intérpretes devotas do samba. Se ela desejava realmente se afirmar como cantora em um cenário onde elas são abundantes, completou ele, deveria desenvolver um trabalho mais autoral e contemporâneo.

Kassin estava certo, ela concluiu, e daí surgiu o Casio Knights. Munida de um teclado, arriscando algumas programações eletrônicas, Thalma foi preparando um novo repertório com composições próprias e outras de seus pares na cena atual. Apresentou-se no exterior e fez alguns shows no Rio e em São Paulo para mostrá-lo ao público. A banda que a acompanhava era formada por Rubinho Jacobina no teclado, Kassin no baixo, Leo Monteiro na bateria e Gustavo Ruiz na guitarra. Um provável disco que resultasse desta combinação soava promissor. Mas também acabou não sendo gravado.



Na última sexta-feira Thalma fez um show na sala Sidney Miller, no centro do Rio, com uma banda totalmente reformulada. Tinha Felipe Pinaud na guitarra e na flauta, Marco Tommaso no piano e no Rhodes, Alberto Continentino no baixo, Renato Massa na bateria e participações especiais de Marlon Sette no trombone e Altair Martins no trumpete. Na mesma medida em que Mariana Aydar declara que o samba a persegue, como justificativa para não abandonar uma trilha na qual se sente confortável, pode-se dizer que o samba jazz persegue Thalma de Freitas. A espinha dorsal dos arranjos com essa nova formação se assenta no tripé piano, baixo e bateria, assim como no EP lançado em 2004 pelo selo Cardume.

O show começou estranho na noite de sexta, com uma versão jazzística de "Cordeiro de Nanã" em que Thalma parecia sair do tom propositalmente ao fim de cada verso. A má impressão inicial foi apagada logo em seguida por uma sequência de novas e boas canções. Primeiramente, um bolero composto em parceria com João Donato; depois, um número de raízes latinas cantado em portunhol; destacaram-se também "Uma Outra Qualquer Por Aí", canção até então inédita que a dupla Romulo Fróes e Clima fez para ela, e especialmente "Onde o Amor Termina", com letra do escritor angolano José Eduardo Agualusa (no vídeo acima em show no Cinemathèque, em janeiro deste ano). Esta, aliás, com sua poesia circular e sua bela melodia, evoca a melhor canção do EP, "Tranquilo", de autoria do anteriormente citado Kassin, e já se credencia à condição de clássico do futuro trabalho da cantora.



Paradoxalmente, os melhores momentos do show são fruto da tensão anacrônica que se cria entre os arranjos passadistas e as composições recentes, nada reverentes à tradição do samba jazz. O problema é que somente as músicas novas não são suficientes para compor o roteiro de uma apresentação de mais de uma hora. Assim, a parte final do show concentra-se em velhos standards do cancioneiro nacional, como "Dindi", por exemplo e aí o anacronismo constitui-se como algo negativo, pois Thalma se arrisca em canções que já mereceram melhores registros.

Durante o show, Thalma revelou que anda gravando algumas coisas com a banda que agora a acompanha. Ao que ela se referiu como uma demo deve resultar em um futuro álbum, a ser lançado no ano que vem, misturando suas personalidades de intérprete e compositora. As expectativas são as melhores, desde que ela tenha em mente as sábias palavras de Kassin. A participação de Jam da Silva - o mais moderno dos atuais compositores brasileiros - em cinco faixas já gravadas é um forte indício de que o samba jazz não será o limite.

Postado por PINDZIM@ http://pindzim.blogspot.com/ & http://www.youtube.com/user/Pindzim#p/u/0/tdYIxLD1b-g





Caio,

Tenho uma canção inacabada que se chama Futuro do Pretérito, hehehe, sempre vejo coinscidências como algo auspicioso.

Que bom que gostou do show, seus textos sobre a minha trajetória musical são dos meus favoritos.
Ontem mesmo estava pensando mesmo em te convidar, queria um feedback de como está soando nossa banda, quais músicas funcionam mais ou menos... que bom que voce foi, obrigada.

Então, a canção com o Agualusa se chama "Auriflama".
A saber, meus outros projetos musicais não foram engavetados, tanto 'Casio Knights' quanto 'Voz e 7Cordas' deverão ser gravados na sequencia deste 'A Filha do Maestro'.
Não faço idéia de como ou quando esses albuns serão lançados, minha relação com música continua sendo independente e livre.

No jornalismo de hoje é muito raro quem tem a sapiencia de escrever sobre os acontecimentos de forma imparcial e ainda ter estilo. Não perca isso, por favor.
Todo esse seu penúltimo parágrafo me parece um escorregão na elegância que costumo ler de voce.
Não tem problema nenhum não ter canção inéditas o suficiente pra preencher uma hora e vinte de show, ainda mais no caso de uma compositora em início de carreira, que declaradamente está no meio de um processo artístico. E eu avisei na hora que "Dindi" não estava no roteiro, a gente só tocou porque o show estava acabando e eu estava adorando aquele palco, queria ficar mais um pouco...é óbvio que eu não vou grava-la, mas posso cantar quando quiser, né?! O único risco que corro é de ser mal compreendida, mas isso não é grave. =)
Não ficou claro o "Paradoxalmente, os melhores momentos do show são fruto da tensão anacrônica que se cria entre os arranjos passadistas e as composições recentes, nada reverentes à tradição do samba jazz". Pode explicar melhor?

A propósito o samba jazz não me persegue, ele é a minha praia. Voce não comentou a intrumental "JT", que eu fiz pro Meirelles, não te chamou a atenção?

Ah, eu tenho a gravação do show, o Cordeiro de Nanã ficou péssimo mesmo, eu tava tomando uma surra daquele in-ear, desconcentrei, foi mal, desculpe!

Mais uma vez obrigada pela atenção dispensada, vou postar seu texto e esse email no meu blog,tá?!

Paz,

T.


web.mac.com/thalma
www.myspace.com/thalmadefreitas
www.afilhadomaestro.blogger.com.br








Begin forwarded message:

Thalma,
você não pode imaginar o quanto me sinto gratificado pela sua atenção e mais ainda por saber que algumas das minhas opiniões dizem alguma coisa para vc. Esta resposta via email foi uma boa surpresa. Acompanho seu trabalho solo desde o show da época do lançamento do EP, no Humaitá pra Peixe, e acho que possivelmente não perdi nenhum desde então.

Enfim, feitas as delongas, tentarei ser mais claro a respeito do que quis dizer no penúltimo parágrafo. Tendo visto o show do Cinematheque em janeiro, imaginava que na última sexta a banda seria mais ou menos a mesma, com aquela pegada mais pop. Ao acordar, no sábado de manhã cedo, fiquei com vontade de escrever a respeito, saí direto da cama pro computador e me veio a analogia com a Mariana Aydar, samba/samba-jazz. Injusta, devo dizer agora, exatamente porque você não tem necessidade nem precisa se justificar, apenas segue o(s) seu(s) caminho(s). Quase arrisquei escrever que sua ligação com o samba jazz seria uma herança familiar, da parte do seu pai, mas poderia estar falando bobagem, já que não tenho um conhecimento aprofundado da obra dele.

O paradoxo, ao meu ver é o seguinte: você pega canções novas, recentes, como as suas e a do Romulo, por exemplo e as arranja com piano, baixo e bateria, mas não se trata "apenas" de uma renovação do samba jazz. Já não é mais algo facilmente rotulável, é uma coisa diferente. Foi assim com "Tranquilo", no EP, com "Auriflama" e a do Romulo agora, e com outras que eu deixei passar por não saber o nome delas. Aliás, tem uma outra que eu gostei muito mas não pude citar no texto por não saber como identificá-la. Finalizando, então: do anacronismo entre o samba jazz e estas músicas novíssimas, desvinculadas de quaisquer tradições, surge o futuro do pretérito ou o pretérito do futuro, quando duas pontas aparentemente distantes se aproximam pra criar uma coisa diferente e se vê a marca do autor, que no caso distingue vc de outros músicos contemporâneos, sejam os bons ou os maus. Tem muita cantora por aí que põem uma batida eletrônica no samba, um baixo distorcido no forró e acha que está inventando a roda.

Finalizando, sobre a parte deselegante. Não tenho nada contra haver músicas antigas no show. Mas, sinceramente, acho que esses super-clássicos, quando interpretados e arranjados de forma semelhante às gravações originais, agradam àquela parcela do público mais conservadora (a maioria, talvez), mas pouco acrescentam ao artista. Por outro lado, "Batuque", que vc cantava no show do EP, é sensacional, por ser uma pérola que vc desencavou do baú. Eu mesmo não conhecia. Depois de ouvir vc cantando corri atrás pra saber de quem era e paguei 50 reais pelo cd importado do Bebeto só por causa dela. E valeu a pena. O Voz e 7 Cordas era uma recriação de um repertório de clássicos em um formato diferente e pra mim é um espetáculo irrepreensível, dos mais belos que vi destes feitos para serem ouvidos em silêncio e com total atenção. E a própria Orquestra, quando põem guitarra, baixo e bateria no samba, recria o espírito anárquico do samba que hoje com certeza se perdeu. É a melhor "roda de samba" do Rio, porque apesar de a Lapa estar cheia delas, são todas mais ou menos iguais, com fiéis seguidores do mandamento do Paulinho.

Encerrando a longuíssima mensagem, minha preferência é trazer informações aos que acompanham o blog, mais do que ficar fazendo juízos de valor sobre o trabalho de vcs. Tentei fazer isso tomando o show como gancho e aproveitei pra tecer meus comentários. Então, desculpe-me a derrapagem. Acho um privilégio estar vivendo este momento da música brasileira e procuro fazer um registro, seja em texto ou em vídeo, retratando aqueles que a mim parecem relevantes. Obrigado pelas correções e espero que o próximo texto possa ser mais informativo e menos opinativo. Aproveitando, fica aqui um pedido: será que vc pode me mandar o set list da Funarte para eu colocar os nomes corretos das músicas no texto?

Fique a vontade para publicar o meu texto, o seu email e este também (melhor editar pra não cansar o leitor).

E, quando tiver novidades, nem preciso dizer que estarei interessado.

Abraço,
Caio Jobim
--
Pindzim
Blog do Pindzim - Universo Musical Brasileiro: www.pindzim.blogspot.com
Tuba do Pindzim - www.youtube.com/pindzim





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que elegância!
amo
T.



.: posted by THALMA DE FREITAS 12:29 PM


Quinta-feira, Outubro 15, 2009

@ http://www.flickr.com/photos/psicodrops/sets/72157622448949007/with/4007050440/

Instituto Racional @ Festival 3˚ Contato em São Carlos


Fotos: Cássio Abreu










.: posted by THALMA DE FREITAS 10:33 AM


Sábado, Outubro 10, 2009

Negresko Sis









.: posted by THALMA DE FREITAS 12:42 PM


Terça-feira, Setembro 29, 2009

Fabiana Cozza arrebenta muito, que beleza de ver...




.: posted by THALMA DE FREITAS 11:26 AM


Trio Mocotó e Thalma de Freitas


2003



2009

.: posted by THALMA DE FREITAS 11:17 AM


Quarta-feira, Setembro 23, 2009



Este fim de semana em São Paulo: Trio Mocotó e Thalma de Freitas


SÉRIE ENCONTROS
SESC Vila Mariana

Dia(s) 26/09, 27/09
Sábado, às 21h; domingo, às 18h.


Encontro inédito do trio paulista de samba-rock com a cantora carioca Thalma de Freitas, também crooner da big band Orquestra Imperial. No repertório, canções como Tenha Fé (Jorge Ben Jor), Coqueiro Verde (Roberto e Erasmo Carlos), Zelão (Sergio Ricardo) e Não Tem Nada Não (João Donato e Eumir Deodato). Teatro.


Não recomendado para menores de 12 anos

R$ 20,00 [inteira]
R$ 10,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]
R$ 5,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]

.: posted by THALMA DE FREITAS 3:11 PM


Me @ BBC - The Real




http://news.bbc.co.uk/2/hi/programmes/real_cities/8236493.stm

THE REAL RIO DE JANEIRO
Explore a new location each week as three local hosts show you a side to their city most tourists never see.
This week, Rio: famous for its carnival atmosphere, samba rhythms, beaches and rainforest.

http://news.bbc.co.uk/2/hi/programmes/real_cities/default.stm

About the programme

The Real... returns to BBC World News for a third series, visiting some of the most exciting cities in the world with the help of knowledgeable local celebrities.

This series our local guides will show us Rio de Janeiro, Hong Kong, Rome, Beirut and Washington DC.


How to watch

The Real... screens on BBC World News at 09:30 GMT and 17:30 GMT on Saturday and 01:30 GMT and 14:30 GMT on Sunday.

19/20 September - Rio de Janeiro

26/27 September - Hong Kong

3/4 October - Beirut

10/11 October - Rome

17/18 October - Washington DC


Enjoy!
T.

.: posted by THALMA DE FREITAS 5:10 AM


Quinta-feira, Setembro 10, 2009

http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br/br/2009/09/04/show-gainsbourg-imperial-tem-apresentacao-consagradora-em-sao-paulo/
Publicado em 04 de setembro de 2009

Show Gainsbourg Imperial tem apresentação consagradora em São Paulo


Espetáculo da Orquestra Imperial integrante do Ano da França no Brasil contou com presenças de Jane Birkin e Caetano Veloso


O público paulista foi ao delírio após o término da primeira noite de apresentações do inédito espetáculo Gainsbourg Imperial, realizado pela Orquestra Imperial sob a regência de Jean-Claude Vannier e que contou com a presença de ilustres convidados como Caetano Veloso e Jane Birkin. O concerto, realizado no dia 3 de setembro no lotado SESC Pinheiros é um evento oficial do Ano da França no Brasil e homenageia o ícone francês Serge Gainsbourg . O segundo e último dia de apresentação, marcado para o dia 4 de setembro às 21 horas, também teve todos seus ingressos esgotados em poucas horas.

E o show, de fato, correspondeu às expectativas do público. Após uma abertura instrumental, com “Le Chemin de Katmandu”, as vocalistas do grupo Thalma de Freitas e Nina Becker contagiaram o público ao ambientarem com muita sensualidade músicas como “Comic Strip”, “Contact”, “L’amour em privé”, “Bonnie and Clyde” e “Harley Davidson”. A idéia original do espetáculo foi concebida por Stéphane San Juan, um francês que é integrante do grupo e participou em “Bonnie and Clyde” e “Requiem pour um Con”.

O grande momento de emoção do espetáculo, porém, ocorreu com a entrada de Birkin ao palco para cantar “Fuir le Bonheur”. Considerada a grande musa cantor, com quem foi casada por 12 anos e tiveram como fruto a renomada atriz Charlotte Gainsbourg, a cantora e atriz inglesa encantou por sua simpatia e simplicidade - vestia uma camiseta branca sem mangas, tênis e calça jeans, e permaneceu o tempo todo sorrindo. “Vocês não podem imaginar a emoção de estar aqui. Obrigado a todos vocês pela curiosidade de conhecer Gainsbourg”. Em todo o momento, fora e dentro do palco, ela afirmava querer muito que “Gainsbourg pudesse presenciar o interesse que o público brasileiro demonstrou por ele”.

Na música seguinte, outro grande momento: um duo com Caetano Veloso, no qual ensaiaram um clima de intimidade para a canção “Je Suis Venu Pour te Dire que Je m’en Vais”. Após o bis oferecido à platéia, o show foi encerrado no ápice, com Jane Birkin à capela cantando “La Javanaise”, arrancando lágrimas e aplausos de uma platéia muito entusiasmada.

“Nós já esperávamos por esse sucesso. A chave está no conteúdo do espetáculo, pois trata-se de um concerto totalmente inédito. Temos a obra-prima , já que Serge Gainsbourg é um dos mais geniais criadores do século XX e muito importante para a memória musical dos franceses. Contamos com a presença de sua grande musa, Jane Birkin, que além de abraçar o projeto, convidou Caetano para fazer um duo. E esse encontro musical, que é muito bonito, também é outro grande atrativo. E temos uma orquestra maravilhosa, a Orquestra Imperial, que faz uma leitura da obra de Gainsbourg com arranjos inéditos, ‘à brasileira’, compostos por Jean-Claude Vannier, que veio da França para escrevê-los”, explicou o adido Bruno Boulay, em São Paulo.

Para Danilo Miranda, presidente do Comissariado Brasileiro do Ano da França no Brasil, o espetáculo, além de uma “experiência especial”, reflete o espírito dos demais eventos que integram o calendário oficial de festividades. “Serge Gainsbourg é um homem que propôs uma reflexão sobre a sociedade nos anos 1960 e 1970. E para isso temos Jane Birkin, Caetano Veloso, a Orquestra Imperial e o maestro Jean-Claude Vannier: trata-se da ligação de uma série de ingredientes fantásticos, da cultura francesa sempre presente e influenciando a brasileira”, afirmou. O espetáculo integra o projeto “Gainsbourg, artista, cantor, poeta, etc”, que é exibido até o dia 7 de setembro no SESC Paulista e que também faz parte das comemorações oficiais do Ano da França no Brasil.

A musa
A grande presença da noite, no entanto, foi Jane Birkin. Após o show, ela concedeu uma entrevista exclusiva em seu camarim. Ela revelou que, desde sua chegada, tem enviado mensagens eletrônicas para a irmã de Gainsbourg, Jaqueline, e suas três filhas - Charlotte Gainsbourg, Lou Doillon e Kate Berry - impressionada com o interesse do público brasileiro. “Serge estaria muito feliz, pois sempre se queixava de não ter destaque em outros países como ele tinha na França. Mas o que ocorre agora no Brasil, ele jamais poderia imaginar, é fantástico”.

Para Jane, Gainsbourg sempre foi um artista que esteve adiantado em seu tempo e apreciava muito a cultura estrangeira. “tocou muita música inglesa, foi fortemente influenciado pelo reggae, Serge não gostava de se repetir. Ele já estava à frente de sua época quando começou sua experiência com o jazz, logo antes de sua morte. E após 17 anos, todos gostam de Jazz agora. Como saber o que ele viria a descobrir depois ? Talvez algo aqui no Brasil”, apostou.

Intercâmbio
O espetáculo também foi oportunidade para um positivo choque cultural entre o maestro Jean-Claude Vannier e a Orquestra Imperial. Para a vocalista carioca Nina Becker, foi uma experiência compensadora. “Nossa maneira de trabalhar sempre foi quase anárquica. E Jean-Claude organiza muito. A gente aprendeu muito nesse processo.” Becker cita como exemplo de uma ocasião nos ensaios em que Vannier pediu para eles que tocassem de um “jeito mais brasileiro”. “E nós fazemos muito isso. Então o que seria a visão de brasileiro para ele? E para nós mesmos? Foi uma apresentação de olhares diferentes, foi muito legal”, afirmou.

Vannier explica: “Para mim, é uma história de ritmos, instrumentos e sentimentos. A música brasileira possui algo de descontraído, uma espécie de sonho permanente. E eu gosto muito”. Para Vannier, que trabalhou ao lado de Gainsbourg por décadas, a troca de experiências é natural entre bons músicos. “Eu tenho meu método, eles tem o deles, e cada um aprendeu um pouco. Aqui tive de mudar toda a maneira com que compunha partituras. Eles me ensinaram muito e voltarei para a França com várias idéias na cabeça”, revelou.

Os patrocinadores do Ano da França no Brasil ( http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br/) são:

Comitê dos patrocinadores franceses:
Accor, Air France, Alstom, Areva, Caixa Seguros, CNP Assurance, Câmara de Comércio França-Brasil, Dassault, DCNS, EADS, GDF SUEZ, Lafarge,
PSAPeugeot Citroën, Renault, Saint -Gobain, Safran, Thales, Vallourec.

Patrocinadores brasileiros:
Banco Fidis, Banco Itaú, Bradesco, BNDES, Caixa Econômica Federal, Centro
Cultural Banco do Brasil, Correios, Eletrobrás, Fiat, Gol, Grupo Pão de Açúcar, Infraero, Oi, Petrobras, Santander, Serpro.

Parceria e realização:
TV5, Ubifrance, Aliança Francesa, CulturesFrance, Republique Française,TV Brasil, Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Cultura, Governo Federal do Brasil, SESC, SESC SP.

Informações para jornalistas:
Assessoria do Ano da França no Brasil: Entrelinhas Comunicação
Contatos: (11) 3066-7700 e franca.br2009@entrelinhas.net
As fotos também estão disponíveis em http://www.flickr.com/photos/francabr2009/e os vídeos, em http://www.youtube.com/francabr2009

.: posted by THALMA DE FREITAS 11:05 AM


Sábado, Setembro 05, 2009





.: posted by THALMA DE FREITAS 8:53 PM


Lookbook Gainsbourg Imperial


Fotos Reinaldo Canato/Entrelinhas, clonadas do site da Lilian Pacce.


Nina Becker veste o Marquito que ganhou da Mila Moreira.

Nina Bonnie.

Usei meu Issey Miyake pra cantar "Contact"

JC Vannier pediu um vestido vermelho para sua balada inédita " Insoluble", fui de Martu.

Jane Birkin transcende.

.: posted by THALMA DE FREITAS 9:40 AM


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