Você precisa ouvir o primeiro álbum da trupe carioca
16/07 por Redação
A música brasileira, de tempos em tempos, nos brinda com álbuns memoráveis, daqueles que você deixa tocando sem medo. É num embalo só que se ouve "Carnaval Só Ano que Vem", primeiro álbum da Orquestra Imperial, um petardo. A maior banda do Brasil (veja foto) ficou famosa por embalar noites cariocas com canções de outrora, entoadas por gente nova, expoentes da nova música que se faz por estas bandas. Berna Ceppas, Kassin e Mario Caldato Jr. souberam, com a maestria que lhes é peculiar, tirar dos integrantes da Orquestra o que têm de mais delicado e vigoroso. Thalma de Freitas soa diva e responde pelos melhores momentos do álbum nas impossíveis "Não foi em vão" e "Rue de mes souvenirs". Para ouvir chorando. Rodrigo Amarante brinda os órfãos dos Los Hermanos com "O mar e o ar". Sua voz embala a tropicaliente "Yarusha Djaruba", que só não balança quem já morreu. Os sambinhas também merecem nota: a voz de Rubinho Jacobina em "Salamaleque" é sensação. E tem Moreno Veloso, que mostra com "Jardim de Alah" que a turma de dona Canô segue forte música afora.
De olho no passado, a trupe da Orquestra Imperial reafirma seu bom gosto e atualiza sonoridades. Tudo soa pra frente, atual, urgente até. Conheça mais no site deles. E agende-se para os shows, uma experiência.
Você precisa ouvir o primeiro álbum da trupe carioca
16/07 por Redação
A música brasileira, de tempos em tempos, nos brinda com álbuns memoráveis, daqueles que você deixa tocando sem medo. É num embalo só que se ouve "Carnaval Só Ano que Vem", primeiro álbum da Orquestra Imperial, um petardo. A maior banda do Brasil (veja foto) ficou famosa por embalar noites cariocas com canções de outrora, entoadas por gente nova, expoentes da nova música que se faz por estas bandas. Berna Ceppas, Kassin e Mario Caldato Jr. souberam, com a maestria que lhes é peculiar, tirar dos integrantes da Orquestra o que têm de mais delicado e vigoroso. Thalma de Freitas soa diva e responde pelos melhores momentos do álbum nas impossíveis "Não foi em vão" e "Rue de mes souvenirs". Para ouvir chorando. Rodrigo Amarante brinda os órfãos dos Los Hermanos com "O mar e o ar". Sua voz embala a tropicaliente "Yarusha Djaruba", que só não balança quem já morreu. Os sambinhas também merecem nota: a voz de Rubinho Jacobina em "Salamaleque" é sensação. E tem Moreno Veloso, que mostra com "Jardim de Alah" que a turma de dona Canô segue forte música afora.
De olho no passado, a trupe da Orquestra Imperial reafirma seu bom gosto e atualiza sonoridades. Tudo soa pra frente, atual, urgente até. Conheça mais no site deles. E agende-se para os shows, uma experiência.
Eu me lembro de uma cena muito característica da minha infância, que foi quando aos meus seis ou sete anos minha mãe me chamou pra dançar. Era uma festa de casamento no restaurante Para Pedro, aqui em São Bernardo do Campo, e iniciava-se ali, ao som de uma suave bossa-nova tocada ao vivo, todo meu ódio pelo dois-pra-lá-dois-pra-cá.
Críticas não deviam ser iniciadas com cenas tão próximas do cotidiano - é que eu ao ouvir Ela Rebola, faixa 9 do cd Carnaval Só Ano Que Vem, da Orquestra Imperial - fui imediatamente mandado para aquela cena de uns dez anos atrás.
A realidade é que a Orquestra Imperial me remete à uma porção de momentos pequenos da minha vida, estes que se tornam tão importantes por sua injusta irrelevância.
Big band brasileira, a Orquestra Imperial iniciou sua história em 2002 e tem grandes nomes como integrantes: de Rodrigo Amarante (dos Los Hermanos), passando por Thalma de Freitas (cantora e atriz), Moreno Veloso (sim, filho de Caetano), o cd mais recente deles é produzido por Kassin, Berna Ceppas e Mario Caldato.
Eleito desde já um dos melhores (se não o melhor) cds do ano, Carnaval Só Ano Que Vem começa com Rodrigo Amarante entoando uma canção bem humorada chamada O Mar e o Ar, primeira faixa que dá o tom. Thalma entra em seguida com a deliciosa (e minha favorita) Não Foi Em Vão.
Ereção (essa mesmo) é o tipo de faixa que eu jamais poderia apresentar ao meu pai, que é fã confesso de sambas de Beth Carvalho e Luis Melodia. Meu pai sempre me insistiu a ouvir estes sambas. Cantando Ereção com um bom humor safado, Max Sette oferece a faixa à nada mais nada meno que Beth, Melodia e Ney Matogrosso. É, pai, dessa vez você adivinhou.
O cantor-sambista Max Sette dá a voz em Era Bom, junto à Wilson das Neves. Estes sambinhas combinam muito com Salamaleque, e eu fiquei tão agradado pela língua presa do Rubinho Jacobina que coloquei a música em repeat por várias vezes.
O mais recente cd da Orquestra Imperial termina com a festiva Supermercado do Amor (”Tem amor de mercado/Que se compra no supermercado do amor/Empacotado e com preço sedutor”), que tem um dos mais belos e sensatos discursos sobre o amor que já ouvi.
Definitivamente, a Orquestra Imperial pegou as vertentes musicais de um passado artístico valioso, genuinamente brasileiro, e o trouxe para o presente. (Re)inventou música, trouxe melodias gostosas, ares inferivelmente cariocas; e fez música de qualidade.
E olha que eu nem sou muito fã de música brasileira.
* * *
Ah, eu nunca digo isso, mas abro uma excessão: o link do novo cd da Orquestra se torna obrigatório por si só.
Você pode puxa-lo aqui: http://rapidshare.com/files/36876576/UQT2007_Orquestra_Imperial_-_Carnaval_So_No_Ano_Que_Vem.rar
O crédito vai, como sempre, para a comunidade Discografias, do Orkut
A Orquestra Imperial: coletivo traz o pop contemporâneo de volta à Tropicália, mas sua transgressão se norteia nas variações do samba de gafieira
Distribuição: Som Livre
Analogias à Tropicália são inevitáveis. Ambos os projetos soam como manifestos em busca de uma livre releitura das raízes da música brasileira, ambos fazem uso de sofisticações importadas. A diferença básica é que a Orquestra Imperial segue esse propósito num caminho um tanto inverso: se Duprat, Caetano, Gil e cia. levavam a MPB até o Sgt. Peppers, o coletivo traz o pop contemporâneo de volta à Tropicália. E, claro, diferente do tropicalismo, a transgressão cultural da Orquestra norteia-se nas variações do samba de gafieira.
O já desgastado termo "nova MPB", que até então não apresentava nada de realmente novo, passa a fazer todo o sentido a partir dessa geração de compositores-produtores-crooners. São ao todo 19, mas a formação, como costumam explicar, está sempre ganhando e perdendo membros - Seu Jorge foi um dos que participaram da fase embrionária da banda. Cada um traz sua bagagem musical para o mosaico de referências da orquestra.
O baixista Alexandre Kassin, fundador do coletivo ao lado de Berna Ceppas, é talvez o artista mais produtivo da MPB atual. Já produziu Caetano, Jorge Mautner e Los Hermanos (colaboração que lhe rendeu a alcunha de quinto "hermano"). Como artista-solo gravou um disco experimental composto a partir de um Game Boy e já encabeçou o seu projeto + 2, outro coletivo integrado por Moreno Veloso e Domenico.
Kassin também é o principal elo entre os demais músicos: o co-fundador Berna, o homem por trás dos tratamentos eletrônicos, é um amigo de longa data; o crooner e guitarrista Rodrigo Amarante vem de Los Hermanos; Domenico e Moreno naturalmente fazem parte também do coletivo. O restante da orquestra é formado por artistas que se cruzaram em um dos muitos projetos em comum desses músicos. São eles: os trombonistas Mauro e Bidu, os bateristas Stephane San Juan, Wilson das Neves e Bodão, o violonista Bartolo, o flautista Pinaud, os guitarristas Pedro Sá e Nelson, o trompestista Max, o tecladista Rubinho e as cantoras Nina e Thalma de Freitas.
Embora o repertório seja todo consistente e invariavelmente bem produzido, há faixas que se sobressaem - sobretudo as que mais remetem ao fim dos anos 1960. Rodrigo Amarante é responsável por uma delas, a faixa de abertura "O Mar e o Ar", balada com tempero havaiano pontuado por ótimos slides. Nina Becker é a crooner em outro momento alto, a densa e complexa "De um Amor em Paz". No geral, "Carnaval só no Ano Que Vem" tem aquela cara de álbum divisor de águas e deixa a impressão de que servirá de referência por m
Glamurama Abre-alas
05/07 - 13:30 - Como sempre acontece, a Flip - Festa Literária Internacional de Parati - começou em clima de sofisticação e boa música. O show de abertura dessa quarta-feira - na tenda da Praça da Matriz - foi com a Orquestra Imperial. No palco, João Donato, Moreno Veloso e as cantoras do grupo deram um show e tanto, arrematado pela luz, figurino e cenário impecáveis.
* O único senão foi não terem tirado as cadeiras do espaço. Teria virado um grande salão de baile, como acontece nas apresentações do grupo no Rio. Confira abaixo.
Orquestra Imperial: pro bem da Flip
Fotos: Divulgação/ Tuca Vieira e Luciana Gutiérrez
Redação O Estado do Paraná [06/07/2007]
Flip começou com show e Orquestra Imperial
Uma grande festa marcou a abertura da quinta edição da Flip Festa Literária Internacional de Parati. Entre os dias 4 e 8 de julho, Parati será o endereço da literatura no Brasil, com mais de 70 escritores nacionais e internacionais. O homenageado do ano é Nelson Rodrigues, o anjo pornográfico, celebrado em mesas-redondas, leituras e exposições.
O diretor de programação da Flip, Cassiano Elek Machado, abriu a festa e lembrou do livro The importance of the yellow papers, que ele viu, gostou, mas não comprou num sebo da Bulgária (e depois procurou incansavelmente sem sucesso). O livro dizia que coisas mágicas acontecem quando escritas em papéis amarelos. Machado falou da correspondência amarelada com remetente de Parati, que há anos recebeu na redação do jornal onde trabalhava, falando de um tal festival com a presença de grandes escritores, coisa impensável até então. Tratava-se da Flip.
Orquestra Imperial
Depois da palavra falada, a palavra cantada. A Flip foi aberta com o concerto da Orquestra Imperial. A orquestra de gafieira reinterpretou, com muita irreverência, clássicos da época de ouro da música popular brasileira, boleros, rumbas, twists e até pérolas do rock progressivo em cadência de sambalanço. Na Imperial não há maestro nem saxofones, como nas orquestras tradicionais que floresceram entre as décadas de 1930 e 1960; o naipe de metais é reduzido, abrindo espaço para muitas guitarras e cantores.
O público que estava nas cadeiras logo tomou as laterais do grande auditório para dançar e balançar a seu modo. Entre 19 membros da orquestra há figuras experientes como o guitarrista Nelson Jacobina, eterno parceiro de Jorge Mautner, e o baterista Wilson das Neves, compositor e sambista da Império Serrano.
Bom Dia Sorocaba Online Orquestra Imperial mostra gafieira
Com 19 integrantes e João Donato no posto de convidado especial, banda comanda festa de abertura em alto astral
Romildo SantAnna/Agência BOM DIA
Caetano Veloso declarou: Minha música vem da música de um poeta-João que não gosta de música. Minha poesia vem da poesia da música de um João-músico que não gosta de poesia (Outro Retrato)
Uma noite de gafieira com a Orquestra Imperial abriu a 5ª edição da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty, anteontem à noite. O evento, que reúne estrelas da literatura mundial, vai até domingo.
A Orquestra Imperial, uma das melhores revelações da música carioca nos últimos anos, tocou pela primeira vez com o pianista João Donato, célebre por seu suingue inconfundível.
Orquestra de gafieira, a banda reinterpreta com muita irreverência clássicos da época de ouro da música popular brasileira, boleros, rumbas, twists e até pérolas do rock progressivo em cadência de sambalanço.
Na orquestra não há maestro nem saxofones, como nas orquestras tradicionais que floresceram entre as décadas de 1930 e 1960; o naipe de metais é reduzido, abrindo espaço para muitas guitarras e cantores.
Entre seus 19 integrantes há figuras experientes como o guitarrista Nelson Jacobina, eterno parceiro de Jorge Mautner, e o baterista Wilson das Neves, compositor e sambista da Império Serrano ao lado de jovens talentos como o cantor Moreno Veloso, o baixista Kassin Kamal e o baterista Domenico Lancelotti, todos do grupo +2; Rodrigo Amarante, cantor e guitarrista da banda Los Hermanos.
Criada em 2002, a orquestra está lançando este mês o seu primeiro CD. Boa música na festa da literatura.
Blog do Tas - http://marcelotas.blog.uol.com.br/
Blog do Tas na Festa
A cidade de Paraty fica entre São Paulo e Rio de Janeiro. Caprichosamente "escondida", longe do ruído das duas metrópoles e de auto estradas possantes.
Estou a caminho do encontro literário mais badalado do Brasil que acontece naquela cidade, a FLIP. Para contrariar o IBGE, até a prefeitura adota um Y e não um I no final do nome. Também para confundir jornalistas distraídos, o F de FLIP não significa Feira, mas Festa Literária Internacional de Parati (sim, eles preferem o I ao Y).
Para fazer juz ao nome, hoje a noite tem festa de abertura da FLIP com a sensacional Orquestra Imperial.
De lá, eu converso com vocês, hoje à noite e nos próximos cinco dias. Direto da Festa da Flip.
Agora, pé na estrada. Até!
Fazer uma festa literária em Paraty é o óbvio ululante
Depois que alguém faz, fica fácil. É a tal história do ovo de Colombo. Fazer uma festa de loucos por livros, um encontro de nerds das letras, numa espécie de Ouro Preto à beira-mar, como diria Nelson Rodrigues, o homenageado da quinta edição da Flip, é um óbvio ululante.´
É uma festa suave e intensa ao mesmo tempo. Ruas lotadas, hotéis e restaurantes idem. Convites disputados a tapa e beijos.... Ainda navegando pelo onipresente Nelson Rodrigues, as ruas de Paraty são tomadas por uma multidão de "Lemos"- aquele vizinho anônimo e esquisitão que todos temos no prédio.
Na festa de abertura dessa quarta à noite, na Tenda da Matriz, a decana e odiada/amada crítica Bárbara Heliodora, na palestra inaugural, disse que o óbvio ululante de Nelson Rodrigues é que ele não era carioca; e sim Pernambucano. Tal origem teria calibrado seu ouvido e olhar para tornar suas histórias cariocas universais.
Cerca de 1,2 mil pessoas do lado de dentro e uma outra boa parte do lado de fora da Tenda aplaudiram como se concordando com Heliodora. A tal multidão de "Lemos" é mesmo educada, ou tímida demais (ou ainda seria travada demais?), pois só se levantou da cadeira após a segunda metade do show que fechou a noite com a sacolejante Orquestra Imperial, .
Clique na janela à esquerda e veja o video direto do meu celular, com direito à beijinho em close-up da cantora Thalma de Freitas, sensacional vocalista da Orquestra, que levou o sacolejo até uma da manhã.
Tudo são flores? Infelizmente, não. A prometida banda larga sem fio para imprensa e público, recém inaugurada com direito a tambores e salamaleques ao governador do estado, evaporou já no primeiro dia. Enviar o video e essas mal traçadas para vocês, virou um esforço de "Os Doze Trabalhos de Hércules".
Escrito por Marcelo Tas às 23h18
Gente Boa
Rolling Stones
CIRCO VOADOR - 13 DE JULHO
Orquestra Imperial em baile show no Circo
Na próxima sexta-feira (dia 13 de julho), a Orquestra Imperial fará um baile show com o repertório de seu primeiro álbum no Circo Voador, no Rio de Janeiro. Produzido por Berna Ceppas, Kassin & Mario Caldato Jr, "Carnaval só ano que vem" (Ping Pong/Som Livre) foi lançado no mês passado e traz faixas inéditas como "O mar e o Ar" (Domenico/Kassin/Rodrigo Amarante), "Era bom" (Wilson das Neves/Max Sette), "Não foi em vão" (Thalma de Freitas) e "Salamaleque" (Rubinho Jacobina/Max Sette/Jonas Sá). O "baile" contará com a participação especial de Gabi Amarantos, considerada a musa do Tecnobrega, ritmo de Belém do Pará. Gabi se apresentará ao lado do DJ John Kleber.
A Orquestra Imperial optou por gravar o debute fonográfico em uma tomada única, levando todos os músicos para o todos os músicos para o estúdio de uma vez
Literalmente Big Band
A Orquestra Imperial, grupo que reúne 19 músicos das mais diversas trajetórias, lança o primeiro disco, intitulado "Carnaval Só Ano que Vem" e, em breve, estará ao vivo em Belo Horizonte
Basta ver a Orquestra Imperial num palco qualquer para desconfiar que o que une esse gigantesco grupo (oficialmente formado por 19 músicos das mais distintas naturezas) é algo simples: a diversão. O grupo, que surgiu há mais ou menos cinco anos - por iniciativa dos músicos e produtores Berna Ceppas e Kassin - com a singela vontade de juntar alguns amigos para tocar juntos por uns dias, nunca teve nenhuma grande pretensão mercadológica.
Mas acabou se tornando um fenômeno. Já fez muita gente se balançar ao som de marchinhas e sonoridade de gafieira em bailes à moda antiga pelo Brasil afora - por Belo Horizonte, por exemplo, a trupe já passou duas vezes e se prepara para a terceira, no próximo dia 14, no Music Hall. E, agora, vê acontecer outra coisa nunca imaginada lá nos primórdios: o lançamento do primeiro disco, curiosamente batizado de "Carnaval Só Ano que Vem". E não é só impressão essa história de que o mandamento básico da Orquestra Imperial é mesmo a diversão.
"Para a gente, sempre foi uma brincadeira entre amigos, de estarmos juntos tocando. Começamos isso tudo movidos pela diversão, sem a menor expectativa de montar um grupo, cair na estrada. E continua assim. Graças a Deus a gente trabalha com o que gosta, então acho que a tônica do negócio é mesmo brincar", determina a cantora Thalma de Freitas, que integra o time da Orquestra Imperial junto com Nina Becker, Rodrigo Amarante, Moreno Veloso, Nelson Jacobina, Bartolo, Pedro Sá, Rubinho Jacobina, Berna Ceppas, Kassin, Domenico Lancellotti, Stephane San Juan, Cesar Farias "Bodão", Leo Monteiro, Wilson das Neves, Max Sette, Felipe Pinaud, Mauro Zacharias, e - ufa! - Bidu Cordeiro.
Como a brincadeira da Orquestra ficou séria - "séria nada", diverte-se Thalma -, acabou surgindo a necessidade, tanto do público quanto da própria banda, de se fazer um registro fonográfico bacana. Mas como transpor para um disquinho toda aquela profusão de sonoridades (há metais, instrumentos percussivos, violões e guitarras de todo tipo, inclusive havaiana...) e de cores (só quem já viu um show da trupe para entender)? A primeira medida foi definir como seria o encontro e m estúdio.
"O som que fazemos só acontece porque estamos todos tocando juntos. Então ensaiamos e resolvemos que entraríamos em estúdio de uma vez, a banda toda. Assim ficou mais fácil de criar uma unidade e até mesmo de tirar um som bacana. Somos como uma banda de antigamente e fizemos como antigamente", conta Thalma. Admirável nessa história é o fato de que todo o processo de gravação levou apenas 15 dias, algo muito raro de se ver acontecendo por aí.
Todo mundo
O fato de colocar os 19 músicos gravando de uma vez - devia ser um estúdio enorme... - deu certo: os timbres de "Carnaval Só Ano que Vem" chegam aos ouvidos com uma quentura que, de alguma maneira, transporta para o palco. Mas, apesar do clima coeso, é outra coisa, não chega a ter aquele frissón das apresentações ao vivo. Isso não só não é um problema como também foi intencional.
"O baile e o álbum são coisas diferentes. O disco é mesmo para se ouvir", afirma Thalma, revelando que as gravações mostraram um outro caminho. "Achamos que o disco estava ficando mais tranqüilo, até porque as pessoas sempre falavam que nossos bailes eram aquela coisa de ficar pulando sem parar", diz a cantora.
O engraçado é que até mesmo o nome do registro fonográfico defende essa idéia de que a Orquestra Imperial em disco é outra coisa. "O nome veio de uma piada. Como estávamos sentindo que o clima estava menos agitado no estúdio do que no palco, o Leo Monteiro, um dos nossos percussionistas, brincou: ‘Pois é... Carnaval só ano que vem...’ A gente riu e ficou brincando com isso. Aí o Kassin falou que tinha que ser esse o nome do disco. E ficou sendo", diverte-se Thalma.
"E Carnaval é mesmo uma vez por ano só, né. Tanto é que não fazemos ‘Carnavais’ em cada show. São bailes. Só que são bailes onde a alegria tem sempre espaço. Apesar de sermos uma banda de rock, a gente gosta de gafieira", ri. Mas é bom ressaltar que, independentemente de incitar menos à "pulação", "Carnaval Só Ano que Vem" é, definitivamente, um disco para dançar, às vezes coladinho, às vezes separado. "Aliás, dançar coladinho é uma coisa que sinto muita falta. Nos anos 80 eu fazia tanto isso...", lamenta a cantora. Uma coisa que pode surpreender aos que já viram a Orquestra Imperial ao vivo e agora vão buscar o CD é a ausência das marchinhas de Carnaval tradicionais, os sambas de gafieira que já constam no imaginário popular e que funcionam muito bem na versão dos 19 músicos.
Versões, inclusive, só vão entrar na edição para o mercado estrangeiro de "Carnaval Só Ano que Vem" (que já está saindo), misturadas, é claro, com as composições de agora. No Brasil, essas canções clássicas devem aparecer somente num DVD futuro - imagens já foram gravadas nos primeiros shows de lançamento de "Carnaval Só Ano que Vem".
Inéditas
Mas Thalma tem uma ótima explicação para a escolha por um repertório de inéditas, construído pelos próprios integrantes da trupe. "As músicas que fazemos ao vivo já foram muito gravadas e muito bem gravadas. Achamos que não teríamos nada a acrescentar a elas para a eternidade, se as regravássemos. Além do mais, somos um grupo cheio de compositores. Acho que uma coisa é ir ao show, outra é pegar o disco para ouvir. As pessoas gostam de novidades", diz a cantora. O ouvinte, porém, não precisa achar que, só porque recendem a tinta, as canções do disco têm uma roupagem distoante do perfil daquelas que fazem a platéia delirar por onde quer que o grupo passe. "A coisa da orquestra, o andamento de gafieira que a gente tanto gosta estão lá", afirma Thalma. E estão mesmo.
AGENDA - "Carnaval Só Ano que Vem", primeiro disco da Orquestra Imperial. Lançamento PingPong Discos,com distribuição Som Livre. Preço médio: R$ 24,90.